A Apple se prepara para lançar a próxima geração de iPhones nesta semana, e os consumidores podem esperar uma elevação no preço de compra. A principal causa desse acréscimo é a disparada nos custos da memória, que enfrenta uma escassez sem precedentes na cadeia de suprimentos. Esse fenômeno, apelidado de "chipflação" ou "apocalipse da memória RAM", interrompe uma tendência de queda de décadas nos preços da memória, que vinha possibilitando aparelhos mais potentes sem grandes saltos nos valores.
A alta nos preços da memória já se reflete em relatórios corporativos. De acordo com dados da AlphaSense, as expressões "preços da memória" e "escassez de memória" foram mencionadas em 473 transcrições de empresas no último trimestre. Isso evidencia que o problema não é isolado, mas sim uma questão setorial que afeta fabricantes de circuitos integrados, provedores de componentes e, inevitavelmente, os consumidores finais.
Especialistas alertam que, caso a oferta de memória não se normalize, os aparelhos eletrônicos continuarão a ficar mais caros nas próximas temporadas. A crise pode impulsionar uma reavaliação nas estratégias de desenvolvimento de produtos, forçando fabricantes a otimizar o uso de memória ou buscar alternativas mais baratas para manter os preços competitivos.
Fonte: The Verge

