Enquanto o setor de tecnologia dispara alarmes sobre o potencial da inteligência artificial de destruir a humanidade, grupos trabalhistas do entretenimento estão incentivando o público a manter o foco no que já está acontecendo no presente. Repórteres entraram em contato com grandes estúdios como Disney, Netflix, Amazon e Lionsgate, além de outras produtoras que começaram a utilizar inteligência artificial, assim como startups cinematográficas focadas em levar a inteligência artificial generativa ao público. Até o momento da publicação, nenhuma dessas empresas respondeu aos pedidos de comentário sobre os recentes alertas envolvendo a tecnologia.
Os principais sindicatos de profissionais do setor audiovisual, no entanto, manifestaram-se sobre a questão. O Sindicato de Atores de Cinema e Televisão dos Estados Unidos, conhecido pela sigla Sag-AFTRA, e o Sindicato dos Roteiristas da Costa Leste, chamado WGAE, foram algumas das entidades trabalhistas que ofereceram declarações sobre o assunto.
O debate sobre os riscos existenciais da inteligência artificial contrasta com as preocupações imediatas dos trabalhadores do entretenimento. Enquanto executivos e investidores discutem cenários futuros apocalípticos, artistas, roteiristas e técnicos enfrentam consequências concretas no presente, como demissões, substituição de funções e incerteza profissional. A tensão entre inovação tecnológica e proteção dos empregos permanece como um dos temas centrais na indústria do cinema e da televisão.
Fonte: The Verge