A mudança estratégica da montadora Tesla, que passou a priorizar a fabricação de robôs humanoides em vez de veículos elétricos, encontrou sérias dificuldades na fábrica localizada em Fremont, no estado da Califórnia. Funcionários demonstraram forte insatisfação ao serem incumbidos de treinar os braços mecânicos dos robôs Optimus, já que enxergam na tarefa a preparação de suas próprias substituições tecnológicas.
A empresa redirecionou trabalhadores das linhas de montagem dos modelos Model S e Model X para o projeto dos robôs, após announcing que ambas as linhas de produção foram desativadas em maio de 2026. Engenheiros e operários foram realocados para trabalhar exclusivamente no desenvolvimento do Optimus, o que gerou tensão e revolta entre os empleados.
O presidente-executivo Elon Musk apostou o futuro da companhia na inteligência artificial e na robótica, chegando a classificar o robô Optimus como potencialmente "o maior produto de todos os tempos" durante uma teleconferência com investidores. No entanto, ele próprio reconheceu que criar uma máquina autônoma capaz de executar múltiplas tarefas distintas representa "um dos maiores desafios a serem resolvidos".
Reportagens detalhadas publicadas pelo veículo americano The Information revelaram que a empresa enfrenta complicações técnicas, especialmente no que diz respeito à complexidade das mãos robóticas. A produção em larga escala desses equipamentos-humanoides permanece como um entrave central para os planos ambiciosos da montadora.
Fonte: Ars Technica