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Indústria de veículos autônomos define estratégias para expansão comercial

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Image Credits:Chris Ratcliffe/Bloomberg / Getty Images — Fonte: TechCrunch
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A tecnologia de veículos autônomos ainda não está presente em todos os cantos, mas está longe de ser uma promessa distante. O que se vê agora é a transformação concreta dessa inovação em produtos comerciais, e esse movimento levanta questões importantes sobre escala e sustentabilidade dos negócios.

Uma das principais táticas adotadas pelas empresas do setor é a formação de parcerias estratégicas. A Wayve, por exemplo, fechou um acordo comercial com a Mercedes-Benz para incorporar sua tecnologia de condução automatizada em pelo menos um modelo que será lançado nos próximos dois anos. Trata-se de um produto de nível dois, ou seja, que auxilia em certas manobras, mas exige que o condutor humano permaneça atento. Mesmo sem ser um veículo totalmente autônomo de nível quatro, esse acordo dá maior visibilidade à empresa britânica, que já possui parcerias semelhantes com a Nissan e a Stellantis. Essas colaborações também abriram caminho para produtos totalmente autônomos: no início deste ano, a Wayve anunciou uma aliança com a Nissan e o Uber para iniciar um serviço de robotáxi em Tóquio.

Enquanto isso, a Waymo concentra seus esforços em poucos estados americanos, mas com resultados expressivos. Uma análise de dados de registro de veículos revelou que aproximadamente 80% dos cerca de quatro mil robotáxis da empresa operam na Califórnia e no Texas. O estado texano é o que mais cresce: a frota local expansionou mais de 49% nas últimas três semanas. A companhia também busca novos públicos, mirando principalmente os adolescentes.

A Aurora, empresa que desenvolve caminhões autônomos para transporte comercial, ocupa uma posição intermediária. Focada no Texas, a companhia ampliou significativamente sua rede de parceiros. O executivo-chefe Chris Urmson demonstrou otimismo quanto ao crescimento nos próximos quatro anos, afirmando que a empresa saiu da fase de construção. A meta é operar mais de trinta mil caminhões autônomos até 2030, com mais de duzentos veículos em operação até o final deste ano.

Em outro caso notável, trabalhadores da Zoox relataram problemas de saúde durante testes em Atlanta. Os funcionários, que operavam veículos de teste equipados com o sistema de condução autônoma da empresa, suspeita que tenham sido expostos a gases como monóxido de carbono, dióxido de carbono ou sulfeto de hidrogênio. A companhia confirmou ter identificado apenas vestígios de CO2 e informou que paralisou sua frota de testes na região após uma reclamação junto à agência de segurança ocupacional norte-americana.

No campo das aberturas de capital, diversas empresas do setor de mobilidade planejam ofertas públicas iniciais. A Carro, marketplace de veículos usados apoiado pelo SoftBank, cogita listagem dupla na Nasdaq e na Bolsa de Singapura. Duas empresas indianas — a Spinny, marketplace de carros usados vinculada ao Tiger Global, e a PMI Electro Mobility Solutions, fabricante de ônibus elétricos — protocolaram pedidos confidenciais de estreia na bolsa. A EcoCeres, companhia de Hong Kong especializada em combustíveis renováveis, pretende levantar cerca de um bilhão de dólares em sua oferta pública. Nos Estados Unidos, a May Mobility anunciou planos de abrir capital por meio de fusão com uma empresa de aquisição especializada.

A fabricante indiana de motos elétricas Ultraviolette captou oitenta e cinco milhões de dólares e contratou o executivo Lip-Bu Tan, ex-diretor da Intel, como conselheiro.

Outros destaques do setor incluem uma investigação federal contra a Comma, startup fundada pelo hacker George Hotz, após cinco acidentes envolvendo sua tecnologia de assistência ao motorista, dois dos quais resultaram em três mortes. A empresa sueca Einride revelou planos de utilizar a plataforma Hyperion da Nvidia para desenvolver a próxima geração de seu sistema de condução autônoma para caminhões elétricos. A startup canadense PitPro Automation criou um robô capaz de trocar pneus e já o implantou em uma oficina no Canadá.

A The Boring Company, de Elon Musk, trabalha em um "simples precursor do Hyperloop" entre Austin e San Antonio, promete reduzir o trajeto entre as duas cidades para menos de trinta minutos. A Tesla, por sua vez, finalmente entregou os primeiros caminhões Semi elétricos a clientes, quase uma década após o reveal do modelo em 2017, embora a infraestrutura de carregamento ainda seja um desafio.

A Volkswagen adiou o retorno do ID Buzz ao mercado norte-americano, enquanto sua subsidiária MOIA America firmou parceria com a Beep para lançar serviços de transporte de passageiros em veículos ID Buzz autônomos equipados com tecnologia da Mobileye na comunidade de Lake Nona, em Orlando, sempre com um operador humano a bordo.

Nos próximos dias, a conferência Disrupt 2026 trará o executivo-chefe da Rivian, RJ Scaringe, para discutir os planos da montadora, incluindo o modelo R2, robotáxis e condução automatizada, além dos projetos das empresas derivadas Also e Mind Robotics.

Fonte: TechCrunch

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