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Metaplanet admite operação financeira controversa e diversifica estratégia para manter crescimento

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Reservas de Bitcoin da Metaplanet (em laranja) tiveram um forte crescimento em 2025, mas aportes se tornaram menos frequentes em 2026 devido à queda do Bitcoin (em verde) no primeiro semestre. Fonte: Bitcoin Treasuries/Reprodução. — Fonte: Livecoins
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A Metaplanet, companhia japonesa listada em bolsa com a segunda maior posição em Bitcoin entre empresas públicas, anunciou uma mudança significativa em sua abordagem de investimentos nesta segunda-feira. A partir de agora, a empresa pretende direcionar entre 10% e 15% de seu capital para aplicações estratégicas, abandonando o foco quase exclusivo na acumulação da criptomoeda.

A decisão surge após um movimento polêmico revelado pela própria companhia. No terceiro trimestre do ano, a Metaplanet comercializou 10 mil unidades de Bitcoin e, pouco depois, realizou a recompra de 11 mil unidades. A operação teve como objetivo demonstrar aos investidores sua capacidade de transformar reservas de Bitcoin em dinheiro disponível, buscando reforçar a credibilidade junto a instituições financeiras e ampliar o acesso a futuras fontes de financiamento, como títulos de dívida e emissões de ações preferenciais.

A transação, entretanto, gerou custos milionários para a empresa. Os bitcoins foram alienados a um preço médio de 12.470.098 ienes por unidade, mas a recompra ocorreu a um valor médio superior, de 13.626.928 ienes por Bitcoin. Mesmo assim, a Metaplanet conseguiu expandir seu patrimônio em Bitcoin, alcançando a marca de 44 mil unidades em custódia e ultrapassando a Twenty One Capital para se tornar a segunda maior detentora pública da criptomoeda no mundo.

Essa expansão expressiva ocorreu principalmente em 2025, quando as reservas saltaram de aproximadamente 1.762 para 35.102 bitcoins. A empresa chegou a estabelecer metas ambiciosas: acumular 100 mil bitcoins até o final de 2026 e 210 mil até 2027. Contudo, a desaceleração do mercado no primeiro semestre deste ano impactou o ritmo das aquisições.

Com a nova estratégia, a exposição ao Bitcoin será ajustada para representar entre 85% e 90% do capital total. Os recursos restantes serão empregados em fusões e aquisições, ativos que gerem renda recorrente — incluindo títulos lastreados em Bitcoin — e no desenvolvimento de um negócio próprio de gestão de ativos. A empresa enfatiza que pretende aumentar sua capacidade de endividamento e melhorar sua classificação de crédito para viabilizar novas aquisições de Bitcoin.

Os papéis da Metaplanet registraram alta de 2% após a divulgação dos anúncios. Apesar da reação positiva no pregão, o desempenho acumulado em 2026 segue desfavorável, com desvalorização de 25,8% frente ao dólar americano — resultado inferior ao da Strategy, cujas ações recuaram 5,5% no mesmo período, e ao próprio Bitcoin, que caiu apenas 2,1% no ano.

Fonte: Livecoins

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