Justin Drake, pesquisador vinculado à Fundação Ethereum, Utilizou suas Redes sociais nesta quarta-feira para lanzar um alerta ao setor de criptomoedas. O especialista em segurança digital pediu que empresas e investidores comecem a se preparar para entrar em um chamado "modo bunker", adotando medidas adicionais de proteção contra ameaças emergentes.
No pronunciamento, Drake afirmou que os últimos dias representam um "choque de humildade" para a intuição matemática da comunidade. O pesquisador destacou como exemplo a recente divulgação feita pela empresa de inteligência artificial OpenAI sobre a geração de centenas de resultados matemáticos de alta complexidade. Outro ponto preocupante mencionado é o avanço acelerado da computação quântica, assunto sobre o qual a agência de polícia europeia Europol também publicou um relatório oficial no mesmo dia.
O especialista alertou para a possibilidade de que o algoritmo de assinatura digital de curva elíptica, utilizado pelo Bitcoin, possa ser comprometido antes do chamado "dia quântico", momento em que computadores quânticos seriam capazes de quebrar essa proteção criptográfica. No cenário mais pessimista, Drake estimates que isso poderia ocorrer em questão de meses, não anos.
A recomendação principal do pesquisador é que grandes detentores de criptomoedas liderem uma migração controlada de ativos para novos endereços cujas chaves públicas permaneçam ocultas atrás de funções de espalhamento. Drake pediu calma à comunidade, salientando que movimentação precipitada poderia causar mais prejuízos do que benefícios.
De acordo com o especialista, carteiras com menos de cinquenta unidades de bitcoin contam com uma proteção parcial proporcionada pelos cerca de um milhão de unidades supostamente mineradas por Satoshi Nakamoto para endereços que expõem a chave pública. Caso ataques quânticos ou de inteligência artificial avançada ocorram, naturalmente começariam por esses endereços vulneráveis.
Drake também sugere que signatários críticos, como oráculos e conselhos de segurança de soluções de segunda camada, considerem rotacionar suas chaves públicas a cada mensagem assinada e adotem esquemas de múltiplas assinaturas baseados em funções de espalhamento, como o SPHINCS. Por fim, defendeu a adoção do que chamou de "criptografia pós-inteligência artificial", apostando em soluções que não dependam de pressupostos matemáticos estruturados.
Fonte: Livecoins