A Comissão de Valores Mobiliários marcou presença no evento realizado em Nova York, nos Estados Unidos, onde o presidente Otto Lobo representou o Brasil ao lado de especialistas do mercado de capitais norte-americano. Durante o simpósio, Lobo apresentou as iniciativas brasileiras voltadas à modernização da supervisão do mercado financeiro nacional.
Segundo o dirigente, a autarquia está desenvolvendo um novo modelo de fiscalização que utilizará processamento de dados combinado com sistemas de inteligência artificial. O projeto prevê a criação do Grupo de Trabalho de Tokenização, formado por superintendências internas e profissionais do mercado, com o objetivo de organizar e regulamentar o setor de ativos tokenizados no país.
As discussões no evento abordaram a elaboração de normas para acompanhar o avanço das inovações financeiras globalmente. Representantes de diversas instituições debateram temas como a aceleração da tokenização e a integração de tecnologias de inteligência artificial nos mercados.
Joyce Lai, fundadora do simpósio acadêmico, conduziu uma conversa direta com a autoridade reguladora brasileira. Na ocasião, Lobo também se reuniu com Michael Selig, presidente da Comissão de Negociação de Futuros de Commodities dos Estados Unidos, fortalecendo o diálogo regulatório entre os dois países.
Antes da viagem aos Estados Unidos, a comitiva brasileira havia participado de um encontro na cidade de Milão, na Itália, promovido pela Organização Internacional das Comissões de Valores. O evento reuniu líderes de mais de cem países para discutir a evolução da infraestrutura dos sistemas financeiros globais e seus impactos na economia mundial.
No encontro italiano, Otto Lobo palestrou em um painel dedicado à inserção da tokenização no cenário econômico brasileiro. O presidente defendeu a adoção de sistemas automatizados para aprimorar a análise das negociações realizadas no território nacional. A delegação também realizou uma visita institucional à sede da bolsa de valores italiana.
O intercâmbio de experiências regulatórias entre as autoridades brasileiras e seus pares internacionais visa fortalecer a elaboração de diretrizes para o comércio internacional de criptoativos e garantir maior proteção aos investidores em ambientes descentralizados.
Fonte: Livecoins