A divisão de nuvem do Google Cloud anunciou a desativação definitiva do Blockchain Node Engine e da ferramenta Blockchain RPC, com o encerramento marcado para o dia 15 de dezembro. A transição teve início ainda no meio do ano de 2026, quando a empresa suspendeu a criação de novos nós e passou a oferecer apenas correções críticas de segurança para os servidores já em operação.
Desenvolvedores de aplicações descentralizadas precisam transferir suas conexões para a plataforma parceira Quicknode antes da data limite. Após o desligamento, qualquer serviço que ainda dependa dos pontos de acesso antigos deixará de funcionar, pois todos os nós e terminais RPC serão eliminados pela provedora.
O Google Cloud emitiu uma recomendação conjunta com a Quicknode para que os clientes mantenham a continuidade de seus projetos sem interrupções. A contratação pode ser realizada diretamente pelo mercado oficial da Google Cloud Platform (GCP), permitindo o uso dos créditos de consumo já contratados sem burocracia adicional.
A transição propriamente dita costuma ser rápida: segundo análise técnica da Quicknode, o procedimento leva menos de uma hora na maioria dos casos. O desenvolvedor apenas abre uma nova conexão na plataforma parceira, valida o tráfego dos sistemas e desativa a estrutura antiga no painel original.
A infraestrutura recomendada agora oferece compatibilidade com todas as blockchains que integravam o serviço do Google Cloud e soma outras 75 redes ao seu catálogo. Dessa forma, os usuários podem migrar sem precisar alterar profundamente a base de código de seus programas; basta substituir o endereço da rota de comunicação para restabelecer o fluxo de informações.
O Blockchain Node Engine foi lançado com o objetivo de simplificar a custódia de nós para participantes do ecossistema de criptomoedas, permitindo a leitura e gravação de blocos com a segurança e o poder computacional dos servidores corporativos. O Ethereum foi a primeira rede a ser integrada ao painel quando o produto estreou para o público empresarial, eliminando a necessidade de sincronização manual desde o bloco inicial — processo que, em máquinas convencionais, pode exigir vários dias.
Outra vantagem do sistema era a dispensa de equipes dedicadas ao monitoramento contínuo de falhas, pois a própria estrutura da empresa aplicava correções e reiniciava os computadores durante quedas com base em acordos contratuais de disponibilidade. Agora, a descontinuação exige ação imediata dos gestores que mantêm projetos ativos na tecnologia blockchain; é fundamental concluir as alterações técnicas antes do prazo de dezembro para preservar a estabilidade dos criptoativos.
Fonte: Livecoins