O Museo de Historia de la Computación, localizado na Espanha, apresentou uma réplica fiel do lendário supercomputador Cray-1, originalmente lançado em 1976. O projeto, que levou um ano e meio para ser concluído, celebra simultaneamente os 50 anos da máquina pioneira e da fundação da Apple.
Para dar vida à réplica, a equipe criativa optou por uma solução surpreendente: reunir 30 Mac Minis fabricados em 2012. Esses computadores de mesa, considerados desatualizados por muitos, trabalham em conjunto formando um cluster de processamento paralelo. A configuração inclui cinco equipamentos com processadores quad-core i7 e outros 25 com chips dual-core i5, todos conectados em rede.
Os resultados impressionam. Nos testes mais recentes, o conjunto alcançou 1,3 teraflops de desempenho combinado, utilizando 64 núcleos ativos. Em medições anteriores, quando os 70 núcleos estavam operacionais, o museu registrou picos de 1,5 teraflops. As medições foram realizadas por meio de um script personalizado em linguagem Python para multiplicação de matrizes.
A diferença entre o original e a réplica ilustra a evolução da arquitetura computacional ao longo das décadas. Enquanto o Cray-1 empregava processamento vetorial, aplicando uma única instrução a múltiplos elementos de dados simultaneamente, a réplica distribui as tarefas entre processadores independentes trabalhando em paralelo.
O poder computacional do supercomputador original era de aproximadamente 160 megaflops em seu pico teórico. A máquina construída com componentes de consumo contemporâneos supera essa marca em quase dez mil vezes, demonstrando como a tecnologia acessível nos dias atuais supera exponencialmente os sistemas que antes exigiam investimentos milionários em pesquisa.
Fonte: Ars Technica