Depois de quase seis anos no mercado, um console normalmente passaria por reduções de preço, mas o que acontece com a linha Xbox atual é justamente o oposto. Tanto o Xbox Series X quanto o Xbox Series S sofreram aumentos nos últimos meses, seguindo uma tendência vista também em concorrentes como o PlayStation 5 e o Nintendo Switch 2, cujos preços subiram em meio à crise de componentes que afeta toda a indústria de tecnologia.
Apesar dos reajustes, o Series S ainda mantém uma vantagem significativa em relação ao irmão mais potente. Enquanto o modelo mais barato do Series X parte de setecentos e cinquenta dólares, o Series S começa em quinhentos dólares, empatando com o Switch 2 como o console moderno mais acessível disponível. Mas o que justifica essa diferença de duzentos e cinquenta dólares entre os dois aparelhos?
A resposta está no hardware. A diferença mais evidente é que o Series S é um dispositivo exclusivamente digital, sem Drive de disco. Existem modelos do Series X também sem Drive, que custam cinquenta dólares menos, mas o restante do hardware permanece idêntico. Essa.limitação aos jogos digitais contribui para o preço mais baixo do Series S.
Sob o capô, as especificações também variam bastante. O modelo base do Series S oferece quinhentos e doze gigabytes de armazenamento, com uma opção de um terabyte disponível por mais cem dólares. Já o Series X vem de fábrica com um terabyte de espaço, embora a versão de dois terabytes tenha sido descontinuada em dois mil e vinte e seis. Ambos permitem expansão através de cartões de memória externos.
Em termos de desempenho gráfico, o Series X ostenta doze teraflops de potência e mira a resolução quatro K, enquanto o Series S conta com apenas quatro teraflops e atinge no máximo mil quatrocentos e quarenta píxeis na maioria dos jogos. Nos quadros por segundo, ambos conseguem chegar a cento e vinte fps em títulos compatíveis.
No processamento, os dois consoles usam processadores personalizados da arquitetura AMD Zen 2, porém o Series X opera com frequências mais altas. Para os gráficos, ambos utilizam GPUs AMD RDNA 2, mas o Series X conta com cinquenta e duas unidades de computação contra apenas vinte do Series S. A memória também difere: o Series X tem dezesseis gigabytes de RAM, com dez gigabytes operando a quinhentos e sessenta gigabytes por segundo e seis gigabytes a trezentos e trinta e seis gigabytes por segundo. O Series S possui dez gigabytes, dos quais oito funcionam a duzentos e vinte e quatro gigabytes por segundo e dois gigabytes a cinquenta e seis gigabytes por segundo.
A escolha entre os dois depende do perfil do jogador. Quem não possui coleção de jogos físicos e utiliza principalmente serviços de assinatura pode se adaptar bem ao Series S. O modelo menor ocupa sessenta por cento menos espaço que o Series X, facilitando a instalação em qualquer ambiente. A qualidade visual será inferior, mas para quem não precisa de quatro K nativo, pode ser suficiente.
Para os mais exigentes, que preferem ter discos em mãos ou aproveitar ofertas de jogos físicos, o Series X é a escolha ideal. A Microsoft também sinaliza o lançamento da família de dispositivos Project Helix, com envio de versões alpha para desenvolvedores previsto para dois mil e vinte e sete, o que pode significar uma nova geração de consoles no futuro.