Um novo aplicativo está transformando a forma como organizações lidam com suas estratégias de comunicação pública. A Honeyjar, startup que participa nesta semana do TechCrunch Disrupt como parte do programa Startup Battlefield 200, desenvolveu uma plataforma baseada em inteligência artificial para tornar acessível a qualquer empresa o conhecimento e a expertise dos melhores profissionais de relações públicas.
A ferramenta automatiza processos como redação de comunicados, identificação de jornalistas para envio de propostas e descoberta de oportunidades de participação em eventos. A plataforma também consegue encontrar repórteres, montar listas de contatos na mídia, monitorar notícias e redes sociais, acompanhar a cobertura obtenida e identificar oportunidades estratégicas.
Michelle Masek, fundadora e executiva-chefe, e Nadia Jamshidi, fundadora e diretora de conteúdo criativo, possuem décadas de experiência na área. Masek recentemente ocupou o cargo de vice-presidente sênior de marketing e comunicação na Obvious Ventures, firma de investimentos de Ev Williams. Juntas, elas decidiram criar uma solução que reunisse todo o fluxo de trabalho de comunicação: sinais, contexto, estratégia, julgamento, timing e execução.
A proposta não é substituir profissionais de relações públicas, mas sim torná-los mais eficientes. A plataforma permite que escritórios de RP e equipes internas de comunicação ganhem produtividade, enquanto profissionais individuais podem assumir mais clientes sem aumento proporcional de custos operacionais.
A Honeyjar abriu uma lista de espera e conseguiu dez mil inscrições nas primeiras vinte e quatro horas. Entre os testadores beta estão empresas como Nextdoor, startup de robótica Coco Robotics, fundo de investimentos Bloomberg Beta e agências de comunicação Mission North e Full Picture.
A visão das fundadoras vai além da cobertura de imprensa. Masek explica que existem milhões de profissionais que lidam com comunicação sem ter esse título formal, como profissionais de marketing, investidores, autores, criadores, superintendentes escolares e líderes esportivos. A necessidade de dominar a comunicação estratégica é extremamente transversal, embora frequentemente não seja resolvida de forma adequada.
Para evitar a produção massiva de conteúdos de baixa qualidade, as fundadoras enfatizam que a inteligência artificial é uma ferramenta de apoio. A Honeyjar pode redigir mensagens e publicações na voz do cliente, mas quem decide sobre envio ou publicação é sempre uma pessoa. O julgamento humano permanece essencial em todo o processo.
Através de uma iniciativa chamada Comms Lab, a startup está treinando o produto com o discernimento de profissionais experientes de relações públicas. Para Jamshidi, julgamento significa saber o que fazer, o que não fazer, quando agir e como se adaptar a cada situação, compreendendo os objetivos e prioridades de uma empresa, o que acontece dentro e fora da organização, além de conhecer a melhor mensagem, para quem, onde e quando.
Em alguns casos, a plataforma pode orientar um fundador a esperar pelo momento certo para buscar cobertura midiática. As fundadoras acreditam que, no futuro, as caixas de entrada dos jornalistas receberão propostas mais relevantes, vindas de fontes genuinamente qualificadas.
Fonte: TechCrunch