Um ex‑diretor da startup Plaud conseguiu captar 26 milhões de dólares em uma rodada de financiamento para um novo aplicativo de inteligência artificial que opera constantemente em segundo plano, captando áudio e atividades do usuário.
A proposta central da tecnologia de inteligência artificial é que quanto mais ela conhece os hábitos e preferências de uma pessoa, melhor consegue sugerir ações e automatizar tarefas. Para atingir esse nível de personalização, as empresas de tecnologia argumentam que é necessário que os dispositivos e aplicativos escutem, observem e registrem continuamente as atividades dos usuários, reunindo o máximo de contexto possível.
O aplicativo em questão funciona de forma discreta, gravando o ambiente sonoro ao redor do usuário, transcrevendo conversas e identificando padrões de comportamento. Com esses dados, a inteligência artificial pode gerar lembretes, organizar compromissos e até antecipar necessidades, tudo sem que o usuário precise intervir ativamente.
A verba de 26 milhões será destinada à expansão da equipe de engenharia, ao desenvolvimento de recursos de privacidade e à certificação de segurança do produto, conforme informações da startup. Investidores de capital de risco já demonstraram interesse, embora os nomes ainda não tenham sido divulgados.
Especialistas alertam que a coleta constante de dados levanta preocupações sobre a privacidade e o uso indevido de informações pessoais. A empresa garante que implementa criptografia de ponta e permite que o usuário controle quais dados são armazenados e por quanto tempo.
Fonte: TechCrunch