Num momento em que as tensões mundiais já preocupam investidores e entusiastas de tecnologia, surge agora um novo desafio para o universo das moedas digitais: a possibilidade de que sistemas de inteligência artificial avancem a ponto de comprometer os algoritmos que protegem transações e ativos virtuais. A discussão ganhou força após um pronunciamento do especialista Justin Drake, vinculado à fundação Ethereum, durante evento realizado na última quarta-feira.
Drake defendeu a adoção de um planejamento conhecido como "modo bunker", no qual proprietários de criptomoedas adotariam medidas extremas de segurança. O pesquisador classificou os progressos recentes na área de inteligência artificial como "humilhantes" e apontou que esses desenvolvimentos podem acelerar significativamente a descoberta de vulnerabilidades matemáticas nos sistemas criptográficos atuais, chegando eventualmente a comprometer a própria essência da segurança que sustenta as moedas digitais.
No entanto, especialistas contrários a essa abordagem argumentam que o chamado "modo bunker" representa uma solução pouco viável e distante da realidade da maioria dos usuários. A polêmica se intensifica diante de um cenário apocalíptico debatido por parcela da indústria: atacantes poderiam, teoricamente, extrair chaves privadas a partir de chaves públicas empregando capacidades de inteligência artificial, risco antes considerado improvável mas que agora passa a ser encarado como plausível, ameaçando os ativos de milhões de pessoas ao redor do mundo.
Fonte: Cointelegraph.com News