Um relatório financeira norte-americano lançado nesta terça-feira classificou o colapso das ações brasileiras nos mercados internacionais como um dos fenômenos mais extraordinários das últimas duas décadas. O documento aponta que o fundo de índice Ishares Msci Brazil ETF despencou impressionantes 19,82 por cento na segunda-feira seguinte ao segundo turno das eleições presidenciais.
De acordo com os cálculos compartilhados na plataforma de mensagens, essa movimentação extraordinária representou nada menos que 8,43 desvios-padrão em relação à média histórica do ativo. Para colocar essa cifra em perspectiva, os especialistas explicam que ao longo das últimas duas décadas, a variação diária típica desse fundo negociado na bolsa americana ficou limitada a míseros 0,04 por cento positivos, com um desvio-padrão de 2,36 por cento.
Os analistas sustentam que, sob uma curva de distribuição normal, a probabilidade matemática de ocorrer um recuo da magnitude presenciada equivale a aproximadamente uma chance em 58 quadrilhões. Em comparação direta, conquistar o prêmio máximo da loteria federal brasileira representa uma possibilidade de uma em 50 milhões. O documento afirma textualmente que, sob pressupostos estatísticos convencionais, esse evento deveria ser absolutamente impossível de acontecer.
O resultado inesperado nas urnas representou uma reviravolta completa em relação às projeções que dominavam o cenário antes da votação decisiva. No primeiro turno realizado no início de outubro, o candidato da direita obteve expressivos 47,03 por cento dos votos válidos, enquanto o presidente em busca da reeleição ficou na segunda posição com 45,16 por cento. Essa performance inicial marcou a primeira derrota do político do Partido dos Trabalhadores em primeiro turno desde o final dos anos 1990 e gerou uma valorização acumulada de 15 por cento na bolsa de valores doméstica após aquela votação.
Na contagem final dos votos realizada pelo tribunal eleitoral, a vantagem inicial foi completamente invertida, garantindo a permanência do candidato petistas no comando do Palácio do Planalto. A reação imediata dos investidores estrangeiros na abertura dos negócios na segunda-feira seguinte provocou liquidações generalizadas tanto nos ativos locais quanto nos títulos negociados em moeda americana.
Durante aquela sessão de negociações, os papéis brasileiros em dólares chegaram a registrar perdas superiores a 30 por cento, eliminando mais de 200 bilhões de dólares em valor de mercado. O volume massivo de ordens de venda forçou aActivação do mecanismo de interrupção automática das negociações na bolsa nacional pela primeira vez desde o início da crise sanitária global em 2020. No segmento cambial, a moeda nacional desvalorizou aproximadamente 10 por cento frente à moeda norte-americana na abertura dos negócios, configurando a maior queda diária do real desde a implementação do plano de estabilização monetária de 1994.
Os títulos da dívida soberana brasileira emitidos em dólares também enfrentaram uma onda intensa de alienações por parte dos investidores internacionais. Apesar do clima de pânico que dominou os mercados à vista, um indicador técnico específico acabou chamando a atenção dos estrategistas das instituições financeiras de Nova York. Mesmo com a queda de 30 por cento nos preços das ações, a volatilidade implícita nos mercados de derivativos terminou inferior ao nível que era precificado antes da divulgação do resultado eleitoral, caracterizando um dos maiores esmagamentos de volatilidade da história a ocorrer simultaneamente com um recuo superior a 20 por cento no mercado à vista.
Fonte: Livecoins