A Apple lançou a oitava geração do iPad Mini e, desta vez, a empresa não poupou esforços para transformar o seu tablet mais compacto num verdadeiro concentrado de tecnologia. O novo modelo traz tela OLED,processador A20 Pro, 12 GB de memória unificada e, pela primeira vez na história dos tablets da marca, resistência à água IP67. Mas toda essa evolução tem um preço salgado que levanta dúvidas sobre o verdadeiro público-alvo deste dispositivo.
A tela de 8,5 polegadas utiliza a tecnologia Tandem OLED Super Retina XDR, a mesma empregada no iPad Pro, proporcionando cores vibrantes e pretos profundos. A densidade de pixels é 19% superior à dos demais modelos da linha, tornando a visualização incrivelmente nítida. Para quem pretende usar o tablet ao ar livre, a opção de tela com nano-textura, disponível por 100 dólares adicionais, elimina reflexos sem comprometer o brilho, criando uma experiência quase semelhante ao papel.
O processador A20 Pro é o mesmo encontrado nos modelos topo de linha da linha iPhone, mas existe uma limitação importante: apenas a versão com 512 GB de armazenamento traz a versão completa do chip, com CPU de seis núcleos e dois Neural Engines de 16 núcleos. As demais configurações usam uma versão com desempenho reduzido, com um núcleo de eficiência a menos e apenas um Neural Engine.
A memória de 12 GB representa um salto significativo em relação à geração anterior e iguala o iPad Air, permitindo multitarefas mais fluidas e execução de modelos de inteligência artificial diretamente no dispositivo. Em testes com jogos como No Man's Sky e Fortnite, o tablet manteve 60 quadros por segundo de forma consistente, demonstrando capacidade gráfica impressionante para um aparelho tão compacto.
As cores disponíveis foram reduzidas para duas opções mais sóbrias: o dourado Stardust e o azul-escuro Midnight, este último herdado do MacBook Air. As opções mais descontraídas, como azul e roxo, foram descontinuadas, sinalizando um reposicionamento do produto para um público mais profissional.
A câmera frontal de 12 megapixels foi reposicionada para a borda lateral, tornando chamadas de vídeo mais naturais no modo paisagem. O sistema de áudio Acoustic Display utiliza os alto-falantes de graves integrados diretamente na tela, eliminando a necessidade de grades laterais e contribuindo para o design selado do aparelho.
O tablet está disponível em três opções de armazenamento: 128 GB, 256 GB e 512 GB, com preços partindo de 699 dólares na Apple e chegando a 799 dólares na Amazon para a versão de 256 GB. A inclusão da resistência IP67 significa que o dispositivo pode permanecer submerso a um metro de profundidade por até 30 minutos sem danos.
Apesar das melhorias, algumas ausências persistem: não há Face ID, recurso padrão nos iPhones atuais, e a tela não conta com a tecnologia ProMotion de 120 Hz disponível nos modelos Pro. A compatibilidade com o Apple Pencil Pro e o Pencil USB-C mantém-se, sendo o tablet especialmente elogiado para anotações à mão devido ao seu tamanho que permite digitar com os polegares.
Com o lançamento do iPhone Duo, que custa 2.000 dólares mas oferece versatilidade ainda maior num formato de bolso, surge a questão: o iPad Mini ainda ocupa um espaço único no mercado? Para uso casual, como leitura, jogos e navegação, o dispositivo continua sendo uma excelente escolha. Porém, o aumento de preço pode afastar exatamente o público que sempre valorizou a proposta de um tablet compacto e acessível.
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