O Congresso norte-americano, em seus últimos meses de mandato, pode alcançar um acordo bipartidário significativo na área de infraestrutura energética. Uma proposta de reforma dos processos de licenciamento está avançando com apoio de ambos os partidos e promete transformar a velocidade com que projetos de energia são aprovados no país.
A medida visa simplificar a burocracia que atualmente atrasa a construção de usinas e instalações energéticas. Se aprovada, a reforma poderia reduzir drasticamente o tempo necessário para novos projetos entrarem em operação, o que, segundo defensores da proposta, poderia resultar em contas de energia mais baratas para os consumidores americanos.
A reforma é vista com entusiasmo por quem apuesta em energias limpas, já que poderia acelerar a implantação de parques solares, eólicos e outras fontes renováveis. No entanto, especialistas em meio ambiente alertam para riscos importantes. A pressa na aprovação pode beneficiar também projetos poluentes, além de limitar a fiscalização sobre novos centros de processamento de dados.
O setor de tecnologia tem demandado volumes crescentes de eletricidade para alimentar sistemas de inteligência artificial e data centers. Ambientalistas temen que empresas do setor possam aprovechar as novas regras para contornar análises ambientais rigorosas e aumentar a dependência de combustíveis fósseis.
A proposta reduz a obrigatoriedade de avaliações ambientais detalhadas e restringe a capacidade de comunidades locais de impedir a continuidade de projetos. Parlamentares que apoiam a medida argumentam que o país não pode perder mais tempo e que a urgência climática exige decisões rápidas, enquanto críticos sostenem que sacrificar a cautela em nome da velocidade pode trazer consequências graves para o meio ambiente e para a sociedade.
Fonte: The Verge