Navios petroleiros sob sanções internacionais e uma embarcação de pesca iraniana teriam permanecido sobre cabos de internet submarinos no Golfo de Omã, nas proximidades do Estreito de Ormuz. O monitoramento foi conduzido pela empresa de inteligência marítima Windward e detalhado pelo jornal Financial Times durante o mês de outubro. Os movimentos dessas embarcações aconteceram em um momento de crescente tensão, quando o Irã emitiu advertências ao então recém-eleito presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
A presença das quatro embarcações na região pode indicar preparativos do governo iraniano para possivelmente atacar a infraestrutura de telecomunicações submarina, caso os Estados Unidos e Israel realizem novos ataques militares contra o país. Analistas internacionais apontam que a manobra representa uma forma de pressão geopolítica sobre as nações ocidentais.
Seis cabos submarinos ativos atravessam o Estreito de Ormuz atualmente, conectando o Oriente Médio à Europa, África e Ásia. Outros dois cabos possuem trechos em construção na mesma área. Essa concentração de infraestrutura de comunicação em uma única passagem geográfica torna a região especialmente vulnerável a possíveis interrupções.
Quatro países dependem inteiramente desses cabos de comunicação que passam pelo Estreito de Ormuz: Iraque, Kuwait, Bahrein e Catar. Além deles, outras nações também sofrem impactos significativos com a situação. Estima-se que um terço de todo o tráfego de internet com destino oeste da Índia passa pelo Golfo Pérsico e pelo Estreito de Ormuz, evidenciando a importância estratégica da região para as telecomunicações globais.
Fonte: Ars Technica