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A revolução silenciosa dos carregadores de notebook: por que os ‘tijolos’ de energia estão desaparecendo

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Fonte: Engadget - Technology News & Expert Reviews
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Quem possui um notebook com alguns anos de uso certamente recorda dos famosos "tijolos" de carregamento: dispositivos pesados, desajeitados e que pareciam ter sido projetados em outra era. Pois bem, essa fase está com os dias contados.

A grande mudança começou com a adoção do nitreto de gálio, conhecido simplesmente como GaN, nos carregadores de notebook. Diferente do silício tradicionalmente usado, esse material semicondutor oferece eficiência muito superior, permitindo a fabricação de transformadores e componentes muito mais compactos.

O resultado? Carregadores que encolheram entre 40% e 50% em tamanho, mas que continuam entregando a mesma potência, variando de 40 a 150 watts. Até mesmo estações de trabalho potentes e notebooks gamer, que exigem enorme quantidade de energia, já utilizam essa tecnologia.

As vantagens não param por aí. Os carregadores de nitreto de gálio geram menos calor que os modelos antigos de silício, o que possibilitou a implementação de sistemas de carregamento rápido, que utilizam correntes de maior intensidade. A eficiência pode chegar a impressionantes 99%, contra aproximadamente 85% dos carregadores tradicionais.

Na prática, os carregadores GaN já são difíceis de evitar. Os modelos que acompanham os notebooks MacBook Pro mais recentes são todos dessa tecnologia. A Lenovo, a Dell e praticamente todos os grandes fabricantes oferecem opções com nitreto de gálio em seus modelos topo de linha. Até mesmo empresas de acessórios, como a Anker, já abandonaram o silício em favor do GaN.

É verdade que ainda existem alguns modelos de entrada, como o MacBook Air e o Neo, que mantêm carregadores de silício. No entanto, qualquer usuário pode adquirir carregadores GaN de terceiros para substituir o original.

Existem algumas ressalvas a considerar. Para notebooks que não suportam carregamento rápido, como o Neo, investir em um carregador GaN pode não fazer sentido econômico, já que o ganho de velocidade será mínimo. Além disso, a tecnologia tende a ser mais cara, embora essa diferença esteja diminuindo à medida que a adoção aumenta.

Entre os benefícios adicionais, aocompactação permite que os carregadores sejam facilmente escondidos atrás de móveis. Muitos modelos recentes trazem ainda portas USB integradas, permitindo carregar vários dispositivos ao mesmo tempo. E por serem mais eficientes no consumo de energia, representam uma opção um pouco mais sustentável para o meio ambiente.

Fonte: Engadget – Technology News & Expert Reviews

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