No mês de julho, a administração Trump relegou tartarugas-de-couro, leões-marinhos e baleias ameaçados de extinção ao papel de danos colaterais em sua corrida para obter lucros dos oceanos. Agora, a ciência pesqueira está na mira do governo federal.
A Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera revelou na semana passada novas prioridades para a agência, que segundo ela representam um compromisso de "reduzir a burocracia, modernizar a ciência e colocar as comunidades pesqueiras em primeiro lugar". Porém, especialistas garantem que as ações da agência vão corroer os estoques de peixes, ameaçar espécies em perigo e entregar habitats marinhos a arrastões destrutivos.
As reformas em nível da agência funcionam como um chamado "roteiro operacional" para cumprir a ordem executiva do presidente Donald Trump chamada "Restaurando a Competitividade Americana de Frutos do Mar", assinada em abril de 2025. Essa ordem estabelece como meta declarada aumentar a produção pesqueira nacional e reduzir regulações ambientais que possam limitar a atividade comercial.
Fonte: Ars Technica