Após anos se recusando a aderir à tendência, a Apple finalmente apresentou um MacBook Pro equipado com tela touchscreen. O anúncio representa uma mudança significativa na filosofia da empresa, que durante muito tempo sustentou que notebooks com essa funcionalidade seriam desconfortáveis de usar.
O novo dispositivo traz a revolucionária tela PROLED XDR em dois tamanhos: 14 polegadas e 16 polegadas. Os usuários poderão escolher entre os processadores M5 Pro e M5 Max, com opções de memória unificada de até 128 gigabytes e armazenamento interno de até 16 terabytes. O display oferece brilho máximo de 2.000 nits tanto para conteúdo HDR quanto SDR, além de uma impressionante taxa de contraste de 10 milhões para um.
Para garantir estabilidade durante o uso do toque, a Apple desenvolveu uma hinge reforçada que mantém a tela firme quando pressionada. O mesmo sistema beneficia as videochamadas, evitando oscilações da câmera ao manipular conteúdos na tela. Outra inovação fica por conta do recorte estilo Dynamic Island, que substitui o entalhe tradicional presente na maioria dos modelos atuais.
O sistema de áudio foi completamente repaginado com seis alto-falantes e um novo design de woofer para reproduzir graves mais profundos. Em relação ao peso, o modelo de 14 polegadas registra 1,38 quilograma, enquanto a versão de 16 polegadas pesa 1,82 quilograma — ambos mais leves que seus antecessores sem tela touch.
As opções de conectividade incluem três portas Thunderbolt 5, uma porta HDMI, leitor de cartão SDXC, conector MagSafe e entrada para fones de ouvido. Quanto à conexão de monitores externos, a variante com chip M5 Pro suporta até três telas, enquanto a versão com M5 Max chega a quatro monitores.
Os valores começam em 2.899 dólares para o modelo de 14 polegadas e 3.399 dólares para o de 16 polegadas. A pré-venda terá início no dia 30 de outubro, com entrega aos consumidores a partir de 6 de novembro.
Este lançamento marca a segunda grande aposta do novo diretor executivo John Ternus, que também apresentou o iPhone Duo, primeiro celular dobrável da marca, em setembro. A decisão contrasta com posicionamentos antigos de executivos como Steve Jobs, que chegou a classificar a ideia de notebooks touch como "ergonomicamente terrível", e Tim Cook, que manifestou críticas similares no passado.
Os boatos sobre o desenvolvimento desta variante circularam por quase três anos antes da confirmação oficial. O lançamento ocorre um dia após a empresa revelar um MacBook Pro convencional equipado com chip M6, disponível a partir de 1.999 dólares.
Fonte: TechCrunch