O Departamento de Justiça dos Estados Unidos revelou nesta terça-feira a prisão de dois indivíduos suspeitos de facilitar a contratação fraudulenta de trabalhadores originários da Coreia do Norte em empresas localizadas no território americano. As investigações apontam que os accusados recebiam notebooks fornecidos pelas vítimas em suas próprias residências, simulando a presença física dos profissionais norte-coreanos no país.
Além de hospedar os equipamentos, os suspeitos auxiliavam na obtenção de documentos de identidade falsos e gerenciavam as transações financeiras do esquema. As autoridades revelaram que a fraude teve início em 2019 e gerou receitas superiores a 3 milhões de dólares, afetando aproximadamente 70 empresas americanas.
Os presos identificados são Michael James Bostelle, residente na Pensilvânia, e Juan Cecilio Pena Carrillo, do Texas. Outros dez nomes aparecem nos processos, incluindo Sun Sheng Ming, Pei Li Guang, Weng Shou Cheng, Han Guo Bin, Wang Jian Jun, Sheng Zhang Kun, Zhang Wei Ping, Zhang Li Ping, Yu Yang e Jin Long, todos de nacionalidade chinesa.
John A. Eisenberg, procurador adjunto para Segurança Nacional, alertou que o regime norte-coreano emprega esses esquemas generalizados de trabalhadores de tecnologia para captar recursos destinados a propósitos ilícitos, incluindo o desenvolvimento de armamentos que poderiam eventualmente atingir os Estados Unidos ou países aliados.
As forças de segurança americanas também cumpriram em setembro mandatos de busca e apreensão em mais de 40 residências no Texas, suspectedas de funcionarem como pontos de armazenamento de notebooks para hackers norte-coreanos. A operação resultou na apreensão de aproximadamente 187 notebooks e outros equipamentos. O governo americano oferece recompensas de até 5 milhões de dólares por informações que resultem na interrupção das atividades financeiras ilícitas da Coreia do Norte.
Fonte: Livecoins