A instituição financeira digital pioneira no Brasil comunicou nesta semana a conversão automática dos saldos restantes de sua criptomoeda proprietária em cupons numéricos que darão direito à participação em sorteios de prêmios em dinheiro. O processo ocorrerá automaticamente até o final de setembro, conforme informado por meio de correspondência eletrônica enviada aos clientes.
A trajetória da criptomoeda institucional começou em 2022, quando o banco introduziu o ativo digital como parte de sua estratégia de programas de relacionamento com os usuários. Além de funcionar como mecanismo de recompensas, o token permitia a negociação direta entre os titulares de contas. No entanto, o período de funcionamento foi marcado por oscilações expressivas, incluindo uma valorização acumulada de quase dois mil por cento no período de um único mês durante 2023.
O pico de valorização levantou suspeitas na comunidade de ativos digitais quanto a possíveis práticas irregulares de mercado, allegation que foi prontamente negada pela instituição, que restringiu temporariamente as transações do token. A partir de 2024, a organização decidiu interromper definitivamente as operações de compra e venda, justificando a medida como forma de proteção aos consumidores diante das oscilações de cotação características do setor.
Nos meses seguintes, a empresa permitiu que os detentores de saldos transferissem seus recursos para outras criptomoedas consolidadas, como o Bitcoin e uma stablecoin norte-americana. As atividades foram reativadas posteriormente para um grupo limitado de usuários, porém sem o mesmo alcance inicial.
Nas plataformas digitais e fóruns especializados, consumidores relataram o recebimento de comunicações distintas sobre o destino dos ativos. Enquanto alguns confirming a conversão em cupons para sorteios, outros recebeu mensagens genéricas sobre a conclusão do programa, sem detalhamento sobre os procedimentos futuros ou alternativas disponíveis para os valores acumulados.
A decisão provocou manifestações divergentes entre os usuários. Parte dos clientes cuestionou a ausência de opções de resgate anteriores, enquanto outros expressaram preocupação com a concentração de benefícios exclusivamente nas mãos da instituição, uma vez que os cupons não possuem valor monetário próprio e dependem de resultados de sorteios para gerar qualquer retorno.
Especialistas do setor destacam que o episódio ilustra as diferenças fundamentais entre ativos digitais emitidos por organizações centralizadas e aqueles mantidos por redes descentralizadas, onde nenhuma entidade possui poder de interrupção unilateral das operações.
Fonte: Livecoins

