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Beats 360: Fones personalizáveis conquistam pelo visual, mas decepcionam no som

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pink beats headphones hanging on red bag strap — Fonte: Mashable
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Se você não se impressiona com a aparência dos fones Beats 360, talvez este review não seja para você. Não que o visual seja o único atrativo — os headphones têm seus pontos fortes — mas se as diversas opções de cores que a marca começou a divulgar em junho através de jogadores da Copa do Mundo não foram pistas suficientes, uma grande parte do charme desses fones está na estética. Após passar algumas semanas testando o dispositivo e trocando diversos acolchoados de concha e arco, a impressão foi de surpresa positiva em alguns aspectos e negativista em outros. Apesar de ser uma primeira tentativa sólida nesse conceito, há observações importantes a fazer.

Os novos fones topo de linha da Beats custam 349,99 dólares e trazem as seguintes especificações: bateria com duração de 32 horas por carga, cancelamento ativo de ruído, nove microfones (oito dedicados ao cancelamento de ruído), classificação IPX4, conexão Bluetooth 5.3 com pareamento instantâneo para usuários Apple e Google Fast Pair para Android, além de quatro opções de cores: preto, cloud (creme), rosa e sky (azul claro).

O design dos Beats 360 não é superado em questão de personalização. Os componentes substituíveis permitem montar o visual desejado, algo que a concorrente Dyson's OnTrac oferece por 499,99 dólares, porém com menor adequação para uso durante exercícios físicos. Os conjuntos de almofadas são o grande destaque. Cada fone vem com o conjunto Performance Knit na cor correspondente, material similar ao encontrado nos AirPods Max 2. Existe também a opção de comprar conjuntos adicionais em seis cores: preto, cloud, rosa, sky, navy e volt (verde-amarelo neon), além de dois tons do conjunto UltraPlush em couro sintético, conforto ideal para uso prolongado. Todos os kits adicionais custam 49,99 dólares, mas com desconto promocional de lançamento de 80%, saindo por apenas 9,99 dólares.

Trocar as almofadas é simples, o que torna ainda mais estranho um problema no estojo. Os fones incentivam a troca para diferentes atividades ao longo do dia, porém o estojo com fechamento magnético nem sempre fechou corretamente ao guardar um conjunto adicional de almofadas — às vezes funcionava, outras vezes era necessário posicionar os fones de forma específica para evitar que ficasse aberto. Outra falha no design é a ausência de entrada para cabo P2 e funcionalidade de escuta via USB-C, o que pode limitar opções de áudio, especialmente durante viagens ou para quem busca áudio sem perdas, recurso disponível nos Beats Studio Pro.

Em relação ao som, há uma deficiência notável. Por 349,99 dólares, seria esperado poder ajustar o perfil sonoro conforme a preferência do usuário. Infelizmente, os Beats 360 não possuem equalizador personalizado — uma funcionalidade que a Apple implementou recentemente nos AirPods Pro de terceira geração com a atualização iOS 27, mas que não chegou a esses fones. O som decepcionou por ser relativamente plano e sem personalidade, algo inesperado da marca conhecida por seus graves impactantes. As frequências médias e os vocais dominam a mixagem, deixando outros elementos em segundo plano.

O cancelamento ativo de ruído apresenta desempenho mais satisfatório. Embora não crie o isolamento absoluto que alguns dos melhores fones canceladores de ruído do mercado oferecem, consegue reduzir significativamente ruídos ambientes, como música alta em cafeterias lotadas. Há também um leve chiado perceptível quando não há reprodução de áudio, não tão intenso quanto em modelos mais baratos, mas relevante para usuários sensíveis a esse detalhe.

No balanço final, os Beats 360 ainda não alcançam todo seu potencial. A personalização de componentes facilita a visualização de um cenário onde esses fones acompanham o usuário na academia sem abrir mão de um bom desempenho no trabalho, na escola ou no transporte público — verdadeiros fones versáteis. Porém, o cancelamento de ruído mediano, a qualidade de som apenas ok e a ausência de equalizador personalizado por esse valor tornam a recomendação difícil para a maioria dos consumidores, especialmente quando alternativas mais baratas oferecem desempenho similar sem as mesmas funcionalidades de personalização. Os entusiastas de academia provavelmente vão adorar — resta esperar a próxima geração para que o restante dos usuários também possa aproveitar.

Fonte: Mashable

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