A principal criptomoeda do mundo voltou a cair nesta quinta-feira, alcançando patamares próximos dos 81 mil dólares, o que representa uma desvalorização de 2,7 por cento em relação às últimas horas. A cotação já havia rompido a barreira dos 83 mil e quinhentos dólares na quarta-feira, dando continuidade a um movimento de queda que preocupa os investidores do mercado digital.
Os fundos de investimento em Bitcoin negociados em bolsa nos Estados Unidos enfrentaram sua pior retirada diária desde o final de junho. Os dados revelam saída de aproximadamente 484 milhões e 900 mil dólares em um único dia, refletindo a desconfiança dos aplicadores institucionais. A BlackRock, maior gestora de ativos do planeta, viu seu fundo IBIT perder mais de 207 milhões de dólares, enquanto a Fidelity teve retiradas superiores a 105 milhões de dólares e a Ark, de Cathie Wood, outros 101 milhões de dólares.
No segmento de derivativos, as liquidações acumuladas nas últimas vinte e quatro horas atingiram a marca impressionante de um bilhão de dólares. Cerca de 163 mil negociadores foram liquidados, sendo que a maior operação individual aconteceu na plataforma Hyperliquid, no par Ethereum contra dólar americano, superando 19 milhões e 980 mil dólares. O Ethereum, segunda maior criptomoeda, também sofreu heavily, retornando para abaixo dos 2 mil e 500 dólares e apresentando perdas de quase 6 por cento.
O cenário macroeconômico contribui para o mau humor no mercado de criptomoedas. O Índice que mede a força do dólar frente a outras moedas importantes alcançou seu maior patamar desde abril de 2025, ultrapassando a marca de 100 pontos pela primeira vez em um ano e meio. Os títulos públicos americanos de prazo mais longo seguem com rendimentos nos níveis mais altos registrados desde 2002, o que reduz o interesse por ativos de maior volatilidade e risco.
O Federal Reserve realizou sua reunião mensal na quarta-feira, mas manteve inalteradas as expectativas para alterações nas taxas de juros nas próximas reuniões do banco central. Os agentes financeiros apostam em manutenção dos juros em outubro e elevação em dezembro. Além disso, o mercado permanece atento às movimentações de grandes volumes de Bitcoin sob custódia do governo dos Estados Unidos, o que adiciona mais um fator de incerteza ao cenário.
Fonte: Livecoins