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CEO da Fender compara colegas de banda a uma espécie de inteligência artificial analógica e gera polêmica

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Edward “Bud” Cole speaks in Japan in 2023. | Image: Jun Sato/WireImage — Fonte: The Verge
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As declarações do presidente da fabricante de instrumentos Fender, Edward "Bud" Cole, voltaram a circular nas redes sociais e reacenderam uma crise de imagem que a empresa já enfrentava. Em entrevista concedida à publicação T3 no mês de maio, durante as celebrações pelos 75 anos do modelo Telecaster, o executivo fez reflexões sobre o uso de inteligência artificial na música que inicialmente passaram despercebidas, mas que agora provocam intenso debate entre músicos e entusiastas.

O problema se agrava porque essas observações surgem em um momento especialmente delicado para a companhia. Nos últimos meses, a Fender ganhou a antipatia de grande parte da comunidade guitarrista após enviar notificações extrajudiciais a fabricantes artesanais de instrumentos, reivindicando supostos direitos autorais sobre o formato do corpo da guitarra Stratocaster. A medida foi considerada abusiva por músicos profissionais e amadores.

Influentes criadores de conteúdo especializados em guitarras em plataformas de vídeo declararam publicamente que pretendem abandonar a aquisição de produtos da marca enquanto a polêmica não for resolvida. A insatisfação generalizada evidencia a tensão entre os direitos de propriedade intelectual e a cultura de customização de instrumentos.

Entre os pontos mais polêmicos da entrevista, Cole teria comparado os colegas de banda e a execução de versões de músicas conhecidas a uma forma rudimentar de inteligência artificial, sugerindo que essa dinâmica tradicional de colaboração musical funcionaria de maneira análoga aos algoritmos atuais. A metáfora foi considerada desrespeitosa por parte dos artistas, que veem na interação humana algo insubstituível e distante de qualquer processo automatizado. A Fender ainda não se pronunciou oficialmente sobre a repercussão negativa dos comentários.

Fonte: The Verge

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