O icônico Sino da Liberdade, marcado por sua famosa rachadura, permanece em silêncio há quase dois séculos. No entanto, pesquisadores da Universidade Penn State, nos Estados Unidos, decidiram investigar como seria o som emitido por esse símbolo histórico quando ainda estava em pleno funcionamento. O estudo foi desenvolvido em homenagem aos 250 anos da nação americana e utilizou modelagem das propriedades acústicas do sino, com base em dados coletados de uma de suas réplicas.
A pesquisa foi apresentada inicialmente em um encontro da SociedadeAcústica da América realizado na cidade da Filadélfia. Posteriormente, os resultados foram publicados em uma edição da revista Physics Today. Os especialistas conseguiram recrear virtualmente as características sonoras do sino, permitindo uma aproximação de como ele soava antes de ficar permanentemente danificado.
A história do Sino da Liberdade é marcada por problemas estruturais. De acordo com historiadores, a rachadura característica surgiu em algum momento entre 1817 e 1846, embora a data exata permaneça incerta. Um relato publicado em 1846 no jornal Public Ledger descreveu obadalo do sino em 23 de fevereiro daquele ano, mencionando que uma rachadura já existia e que alguém havia tentado repará-la limando as laterais. A tentativa foi fracassada: o toque naquele dia agravou o dano de forma irreversível, levando o sino a ser descrito como "permanentemente rachado e definitivamente mudo". Desde então, ninguém mais ouviu o sino tocar.
Anteriormente, o sino já havia apresentando problemas. A borda rachou logo após sua chegada à Filadélfia, em 1752, quando o badalo foi testado pela primeira vez. O artefato precisou ser refundido duas vezes por dois fundidores locais, chamados John Pass e John Stow. Curiosamente, a primeira refundição produziu um som tão desagradável que um espectador o comparou ao barulho de baldes de carvão batendo uns contra os outros.
Fonte: Ars Technica