Giovanni Kanter não perde a oportunidade de visitar pelo menos um museu de arte quando viaja para uma nova cidade. O jovem de 25 anos, que trabalha como enfermeiro de terapia intensiva e estuda em Nova York, mantém ainda a tradição de explorar galerias regularmente na metropolis americana. Ele costuma descobrir novos artistas e exposições através de recomendações de conhecidos, embora tenha começado recentemente a organizar suas redes sociais para receber conteúdos relevantes — atualmente, atravessando o que ele mesmo denomina sua "fase surrealista".
Kanter cresceu cercado pela arte visual. Ele é filho da pintora Marianne Gargour e sobrinho da artista multimídia Heather Hutchison e do pintor-gravador Mark Thomas Kanter. Sua "educação orientada à exposição" incluiu visitas a galerias e exposições ainda na infância, tanto em Dallas, onde cresceu, quanto na França, onde passava temporadas com os avós.
No entanto, Kanter representa uma exceção. Muitos outros jovens possuem uma formação artística menos imersiva, moldada talvez por ocasionais viagens escolares ou visitas familiares aos museus. Para aqueles que não internalizaram o que Kanter chama de "percorrer a arte e absorvê-la", a experiência museológica torna-se fundamental para aprender e compreender o universo das artes visuais.
Fonte: Ars Technica
