A proliferação da energia nuclear no espaço tornou-se um pouco mais concreta nesta terça-feira com o lançamento de um pequeno satélite desenvolvido por uma empresa da Flórida especializada em tecnologia de microenergia nuclear. O feito representa um marco significativo, embora esteja longe de ser um reator nuclear convencional — uma breakthrough que poderia ajudar a alimentar uma base lunar permanente e impulsionar eficientemente foguetes por todo o Sistema Solar. No entanto, é necessário dar o primeiro passo.
O satélite desenvolvido pela City Labs, empresa sediada em Miami, recebeu o nome de BOHR, acrônimo para Betavoltaic Orbital High-Reliability, que pode ser traduzido como Confiabilidade Orbital Betavoltaica de Alta Confiabilidade. O equipamento foi lançado nesta terça-feira como parte de uma missão compartilhada da SpaceX, a famosa empresa de transporte espacial, ao lado de outros 80 cargas úteis.
O foguete Falcon 9, da SpaceX, colocou o satélite BOHR em uma órbita situada entre 350 e 400 milhas, o equivalente a aproximadamente 600 quilômetros de altitude. Este lançamento pioneiro abre caminho para futuras aplicações da energia nuclear em missões espaciais de longa duração, representando um passo importante na busca por fontes de energia mais eficientes para a exploração do espaço profundo.
Fonte: Ars Technica
