O Bitcoin enfrenta mais uma queda significativa neste mês de junho, sendo negociado na faixa dos US$ 63.500, o que representa uma desvalorização de 13,6% no período. No entanto, Eric Balchunas, especialista da Bloomberg em ETFs, acredita que essa correção é passageira e que a criptomoeda histórica deve se recuperar novamente, assim como o boxeur fictício Rocky Balboa.
A analogies com o personagem Rocky Balboa
Em publicação nas redes sociais, Balchunas compartilhou uma análise da analista Lyn Alden sobre o momento do Bitcoin e completou com sua visão pessoal. O especialista destacou que o Bitcoin já sobreviveu a diversas quedas ao longo de sua história e que isso não deve ser diferente desta vez. "Isso — e o fato de ele já ter se recuperado de mais pancadas do que o Rocky — é por isso que eu não acho que ‘acabou’. Além disso, ele está com muita concorrência no momento, com várias manias no mercado de ações. As coisas sobem e descem e sobem e descem", escreveu Balchunas.
Lyn Alden critica preocupações exageradas sobre venda de Bitcoin
A analista Lyn Alden utilizou as redes sociais para rebater as críticas feitas ao Bitcoin recentemente. Em sua publicação, Alden questionou aqueles que believe que a criptomoeda seria tão frágil que a compra de 4% de seu fornecimento poderia destruir toda a rede. "Estou imaginando os ursos que acham que o Bitcoin é tão fraco que, se você comprar 4% dele e falar bastante, consegue destruir toda a rede. Não é nem uma pessoa, mas um grupo. Compraram 4%. Como se, de alguma forma, a principal fraqueza do Bitcoin fosse que, se alguém comprar 4% dele, tudo entra em colapso", destacou a analista.
Michael Saylor atribui queda à rotação de capital para IA
Enquanto muitos atribuíam a recente queda do Bitcoin à venda de 32 bitcoins pela Strategy, empresa conhecida por suas volumosas aquisições de criptomoeda, Michael Saylor ofereceu uma explicação diferente. O fundador da Strategy pointed out que o fraco desempenho da criptomoeda está relacionado à rotação de capital para o setor de Inteligência Artificial, que tem atraído significativos investimentos recently. Atualmente, a Strategy detém 845.256 bitcoins, representando uma fatia expressiva dos 21 milhões de unidades que compõem a oferta total da criptomoeda.
ETFs emergem como alternativa preferida de investimento
Os dados de mercado revelam uma disputa acirrada entre empresas públicas e ETFs pelo controle de bitcoins. As empresas públicas detêm atualmente cerca de 1,24 milhão de bitcoins em suas reservas, enquanto os ETFs americanos de Bitcoin mantêm aproximadamente 1,28 milhão de moedas sob custódia. Dentre os principais players, a Strategy lidera com 845.256 bitcoins, seguida de perto pela BlackRock, que possui 788.450 moedas em seus fundos.
Eric Balchunas se posicionou favoravelmente aos ETFs como a melhor forma de exposição ao Bitcoin. Segundo o especialista, os fundos negociados em bolsa evitam os exageros praticados por intermediários e, por isso, devem dominar o mercado no longo prazo. "O que eu não entendo sobre a Strategy é por que se colocar numa posição de ficar exposto a um rendimento tão alto por algo que representa tipo 2% dos seus ativos sob gestão. Alguém chamou isso de erro não forçado. Isso parece correto. Me parece que todos os problemas do Bitcoin não são realmente do Bitcoin, mas de intermediários que se empolgam com promessas exageradas. ETFs não fazem nada disso, por isso eles vão acabar sendo o intermediário dominante", analisa Balchunas.
Fluxos de saída pressionam preços no curto prazo
Apesar da visão otimista de longo prazo, os ETFs de Bitcoin enfrentam desafios no curto prazo. Em maio, os fundos registraram saídas de US$ 2,43 bilhões, e em junho, até o momento da redação, as vendas já atteintiram US$ 1,72 bilhão. Esse fluxo negativo tem contribuído para a pressão sobre os preços da criptomoeda, embora especialistas acreditem que a tendência possa se reverter conforme o mercado amadurece.
Fonte: https://livecoins.com.br
