O Departamento de Justiça dos Estados Unidos apresentou denúncias contra dezessete cidadãos iranianos suspeitos de realizar ataques cibernéticos contra sistemas informatizados de universidades e companhias privadas americanas e estrangeiras, além de órgãos governamentais e organizações não governamentais. As invasões teriam ocorrido entre 2013 e 2017, resultando no roubo de informações sensíveis e propriedade intelectual de valor incalculável.
Entre os casos mais emblemático está uma investida hacker contra a emissora HBO, gigante do setor de entretenimento com sede em Nova York. Os invasores conseguiram acessar os sistemas da empresa, subtraíram dados confidenciais e então exigiram um resgate de seis milhões de dólares em Bitcoin para evitar a divulgação dessas informações. O envolvimento do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica nessas operações também foi apontado como fator motivador dos ataques.
Conforme a acusação, o Instituto Mabna foi responsável pela invasão dos sistemas de 322 instituições de ensino superior e 53 empresas americanas e internacionais, além de cinco agências governamentais dos Estados Unidos e duas organizações não governamentais. Estima-se que mais de 31 terabytes de dados tenham sido roubados nas investidas. Dos dezessete denunciados, nove já haviam sido inúmerados em março de 2018.
John A. Eisenberg, procurador-geral adjunto para Segurança Nacional, afirmou que a justiça americana perseguirá os responsáveis por esses crimes digitais pelo tempo que for necessário, deixando claro que nenhum invasor cibernético está livre de ser alcançado pela lei. As técnicas utilizadas pelo grupo incluíam ataques de borrifamento de senhas e pescaria de credenciais, métodos que permitiam quebrar autenticações e obter acesso não autorizado aos sistemas das vítimas.
Fonte: Livecoins

