O mercado de criptomoedas enfrenta uma fase turbulenta nesta primeira semana de junho. Após um período de 13 dias consecutivos de saídas nos ETFs americanos de Bitcoin, a sequência foi finalmente interrompida nesta quinta-feira (5). No entanto, o alívio foi momentâneo: o Bitcoin continua em queda e já se aproxima de sua mínima anual, sendo negociado em torno de US$ 60.350.
Bitcoin próximo à mínima anual
A cryptocurrency mais negociada do mundo enfrenta uma forte pressão baixista. O menor preço do Bitcoin em 2026 foi registrado no dia 7 de fevereiro, quando a moeda chegou a US$ 59.930. Neste momento, o ativo é negociado por US$ 60.350, dangerously close à mínima anual e demonstrando fragilidade persistente.
Fatores que pressionam o mercado
Diversos fatores contribuem para o desempenho negativo do Bitcoin. A liquidação massiva do dia 10 de outubro permanece como um trauma para o mercado. Além disso, investidores demonstram preocupação com os avanços da computação quântica, que poderiam comprometer a segurança das blockchains. Os temores de retorno da inflação também ganham força, impulsionados pelo aumento no preço do barril de petróleo. Por fim, a rotação de capital para ativos relacionados à inteligência artificial e a forte venda dos ETFs têm retirado liquidez do setor.
ETFs interrompem sequência histórica de saídas
Os fundos de ETFs de Bitcoin registraram outflows de US$ 4,4 bilhões entre 15 de maio e 3 de junho, estabelecendo a maior sequência consecutva de saídas da história desses produtos. Essa tendência foi quebrada nesta quinta-feira (4), gerando um sinal moderado de esperança entre os investidores.
Entrada modesta não sustenta otimismo
Apesar da interrupção da sequência, os números não inspiram confiança. As entradas diárias ficaram em apenas US$ 3 milhões, quantia considerada ínfima quando comparada às vendas dos dias anteriores. O IBIT da BlackRock foi o destaque positivo, com entradas de US$ 47,7 milhões, seguido pelo MSBT do Morgan Stanley, que registrou US$ 9,9 milhões. Por outro lado, os fundos da Fidelity, Bitwise, Ark & 21 Shares e Invesco continuaram com saídas.
Especialistas dividem expectativas para o mercado
A volatilidade extrema tem dividido opiniões entre analistas. Peter Brandt, reconhecido strategist, acredita que a queda do Bitcoin pode se estender até outubro. Já Matt Cole, CEO da Strive, enxerga o momento como uma oportunidade para novos aportes, sugerindo que fundos de investimento podem estar próximos de entrar no mercado.
Liquidações massivas agitam mercado de futuros
O mercado de futuros continua sendo palco de liquidações expressivas. Dados revelam que traders alavancados foram severamente afetados: US$ 1,76 bilhão no dia 1º de junho, seguidos por US$ 939,2 milhões na terça-feira (2), US$ 1,4 bilhão na quarta-feira (3) e US$ 1,1 bilhão na quinta-feira (4). Nas últimas 24 horas, mais de 260 mil traders foram liquidados, de acordo com dados da CoinGlass.
Ethereum e Zcash também sofrem
Além do Bitcoin, outras criptomoedas contribuyen para os números alarmantes de liquidações. O Ethereum atingiu seu menor preço desde abril de 2025, gerando preocupações entre os holders. Já o Zcash viveu uma queda dramática de 50% após a divulgação de uma falha de segurança que permitia a criação ilimitada de moedas na rede. A maior ordem individual de liquidação ocorreu na Binance, no par BTC/USDT, no valor de US$ 13,31 milhões.
Perspectivas para os próximos meses
O mercado de criptomoedas vive um dos momentos mais desafiadores do ano. Enquanto os ETFs finalmente mostram sinais de estabilidade, a combinação de fatores técnicos, macroeconômicos e de sentiment de mercado sugere que a volatilidade deve persistir. Investidores devem monitorar de perto os próximos movimentos dos fundos institucionais, especialmente considerando a entrada modesta da BlackRock, que pode indicar um ponto de inflexão para o setor.
Fonte: https://livecoins.com.br
