Um tribunal norte-americano decidiu manter a prisão de Abdulrahman Alfozan, ex-funcionário da OpenAI, enquanto o governo dos Estados Unidos apresenta provas de que ele teria invadido uma sala de reuniões ultrasecreta do laboratório de inteligência artificial para roubar informações confidenciais.
De acordo com documentos judiciais divulgados no domingo, o promotor federal Craig Missakian argumentou que Alfozan precisa continuar detido até que o caso seja totalmente analisado. A acusação sustenta que o engenheiro agiu movido por ganhos pessoais ou em benefício do Reino da Arábia Saudita.
As autoridades revelaram que Alfozan mantinha conversas com um membro da família real saudita por meio do aplicativo WhatsApp. Durante esse período, ele buscava ativamente oportunidades para retornar permanentemente à Arábia Saudita, justamente no momento em que o país estava desenvolvendo sua maior iniciativa no setor de inteligência artificial.
Logo antes de sua prisão, agentes do FBI examinaram o iPhone do acusado e descobriram que ele havia acessado uma pasta denominada "Saudi Gov Docs" (Documentos do Governo Saudita). Nessa pasta, foram encontradas fotografias de um segundo dispositivo de escuta que Alfozan teria instalado nas dependências da empresa. O tribunal concedeu na segunda-feira o pedido do governo americano para negar a libertação do ex-funcionário.
Fonte: Ars Technica