A empresa de tecnologia financeira Navi, fundada pelo executivo Sachin Bansal, fechou nesta semana um aporte de 100 milhões de dólares com a Prosus, marcando a primeira vez que a startup busca capital institucional externo. O investimento avalia a companhia em aproximadamente 1,3 bilhão de dólares, segundo pessoas familiarizadas com as negociações.
A Navi foi criada em 2018, logo após Bansal deixar a Flipkart, empresa de comércio eletrônico que ele próprio ajudou a construir ao lado de Binny Bansal. Na época, a dupla vendia a plataforma para o Walmart em um negócio avaliado em 16 bilhões de dólares. Desde então, o fundador investiu centenas de milhões de dólares do próprio bolso para fazer a Navi crescer.
A startup oferece uma variedade de serviços financeiros pelo aplicativo, incluindo pagamentos digitais, empréstimos, seguros e fundos de investimento. O aplicativo utiliza o sistema de pagamentos governamental conhecido como Interface Unificada de Pagamentos para processar transações. Dados do órgão regulador mostram que a plataforma processou mais de 947 milhões de transações no mês de julho, totalizando 483,18 bilhões de rúpias.
A empresa também revelou que sua divisão de empréstimos, chamada Navi Finserv, administra um volume de ativos superior a 130 bilhões de rúpias. No último ano fiscal encerrado em março de 2026, a Navi registrou receita de 30,91 bilhões de rúpias, embora tenha registrado prejuízo líquido de 4,66 bilhões de rúpias.
O aporte ocorre enquanto a companhia se prepara para abrir capital na bolsa de valores. A startup pretende levantar cerca de 30 bilhões de rúpias em sua oferta pública inicial. Este não é o primeiro tentativa da empresa neste sentido: em 2022, chegou a protocolar pedido para uma oferta de 440 milhões de dólares, mas abandonou o plano no ano seguinte devido às condições desfavoráveis do mercado.
Bansal afirmou que o investimento representa um forte voto de confiança na instituição que a Navi está construindo, destacando a experiência global da Prosus em expandir negócios de tecnologia.
Fonte: TechCrunch

