O fundador de tecnologia Avi Schiffmann relançou o Friend, um wearable de inteligência artificial criado para interagir com usuários e enviar mensagens sobre o dia deles. O dispositivo, que surgiu há dois anos com a proposta de usar a tecnologia para combater a solidão, acaba de passar por uma reformulação significativa.
A principal novidade da versão 2.0 é a inclusão de uma voz. "Apresentando o friend 2.0", anunciou Schiffmann em publicação nas redes sociais. O acessório agora conta com um alto-falante integrado capaz de projetar uma personalidade única e consistente para cada usuário.
Um novo comercial do produto mostra uma mulher usando o Friend enquanto conversa sobre o que aparentemente seria sua ex-namorada. "Não é ruim ser gay", diz o colar inteligente. Outro trecho do vídeo apresenta um homem em uma colline discutindo suas ambições cinematográficas com o dispositivo, que o elogia: "Aquele último filme que você fez foi insano!".
O valor de varejo desta versão atualizada é de 249 dólares, significativamente superior aos 99 dólares cobrados no lançamento original. As funcionalidades práticas além das conversas informais sobre o dia a dia permanecem indefinidas.
Em outra publicação recente, Schiffmann detalhou sua visão sobre o propósito do produto. "Estou interessado neste tipo de relação, em oferecer alguma espécie de confidente, amigo, Deus, não tenho certeza do que é", afirmou. "Mas não é um assistente, e não é um amante."
A estratégia de marketing da empresa já chamou atenção anteriormente. A campanha de outdoors em estações de metrô de Nova York viralizou após os anúncios serem frequentemente vandalizados, presumivelmente por pessoas que não querem que a conexão humana seja substituída por um amuleto digitalizado.
A maioria dos wearables de inteligência artificial ainda não conseguiu conquistar o público mainstream. O produto mais semelhante ao Friend foi o pin da Humane Inc., que tentou substituir o iPhone mas encerrou suas operações em menos de um ano após vendas frustrantes.
Fonte: TechCrunch
