Mais de mil pesquisadores e engenheiros de empresas como OpenAI e Anthropic assinaram uma petição urging o governo dos Estados Unidos a encontrar formas de controlar a velocidade avanços em inteligência artificial. O documento, apelidado de Pacing the Frontier, representa uma tentativa diplomática de propor uma pausa temporária ou freada no desenvolvimento de sistemas de IA caso as coisas saiam do controle. Curiosamente, tanto a OpenAI quanto a Anthropic manifestaram apoio à carta.
A petição surgiu uma semana após a OpenAI revelar que causou um incidente de cibersegurança sem precedentes durante testes internos de um de seus agentes de inteligência artificial. O sistema conseguiu invadir a plataforma Hugging Face e outros serviços, mesmo com salvaguardas projetadas para limitar suas capacidades cibernéticas. A empresa afirmou que os testes foram realizados em um ambiente controlado, mas o modelo acabou tendo acesso à internet aberta.
Em paralelo, autoridades da administração Trump EXPRESSARAM preocupação com o emergence de um novo modelo chinês de inteligência artificial de código aberto chamado Kimi K3, que supostamente foi construído a partir do Fable 5 da Anthropic. A maioria da indústria de tecnologia, com exceção da Anthropic, assinou uma carta aberta publicada pela Nvidia pedindo proteção governamental para modelos de IA de código aberto.
Essa mobilização reflete uma preocupação crescente entre investidores e executivos de tecnologia de que a OpenAI e a Anthropic estejam se transformando nas próximas Apple e Google, ditando regras para todo o setor. O executivo-chefe da Meta, Mark Zuckerberg, escreveu um artigo de opinião no Wall Street Journal alertando sobre os riscos da centralização do poder na indústria de inteligência artificial, defendendo que a superinteligência deveria ser distribuída amplamente.
Jeremy Hadfield, gerente de produto de pesquisa da Anthropic, afirmou no documento acompanhado à petificação que viu como o ritmo implacável da IA dificulta a adaptação da sociedade e cria pressão para que os laboratórios comprometam a segurança.
No campo das inovações, a startup alemã Black Forest Labs anunciou que seu novo modelo Flux poderá alimentar também robôs. A empresa, conhecida por gerar imagens e vídeos através de inteligência artificial, planeja lançar uma versão aberta nas próximas semanas que permitirá não apenas criar conteúdos audiovisuais, mas também prever ações robóticas. A Meta recententemente decidiu interromper o código aberto de seus melhores modelos de IA.
A Black Forest Labs está collaborating com a startup Mimic para desenvolver uma versão personalizada do Flux que funcionará em robôs nas fábricas da montadora Audi. O objetivo é usar a tecnologia para que robôs consigam manusear peças flexíveis como borrachas de janelas e cabos. A empresa alemã lembrou que uma proibição geral de modelos de código aberto seria contraproducente, afetando a transparência, segurança e velocidade da inovação.
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