A Coinbase protagonizou uma polêmica ao disseminar uma informação completamente equivocaada sobre o confronto entre Brasil e Noruega na Copa do Mundo de 2026. O sistema automatizado da plataforma de negociações de criptomoedas afirmou,erroneamente, que a seleção brasileira havia sido derrotada por 3 a 2, incluindo a informação de que o atacante Erling Haaland havia marcado dois gols e eliminado os pentacampeões mundiais. O problema maior: a mensagem foi disparada aproximadamente cinco horas antes de a bola rolar no MetLife Stadium.
Usuários das redes sociais rapidamente compartilharam capturas de tela do alerta enviado pelo aplicativo da corretora. A publicação direcionava os clientes para o mercado de previsões esportivas da empresa, uma funcionalidade que permite apostarem em resultados de eventos esportivos. Os investidores foram alertados com a suposta notícia como se fosse uma informação urgente de última hora, quando na verdade o confronto sequer havia iniciado.
Brian Armstrong, fundador e diretor executivo da Coinbase, reconheceu o erro após a repercussão negativa. Em resposta a um dos usuários que criticou a situação, o executivo agradeceu o retorno e afirmou que estava analisando o caso junto à equipe técnica responsável pelo sistema de inteligência artificial.
Curiosamente, o jogo realmente aconteceu posteriormente naquele dia, e a seleção norueguesa saiu vitoriosa. Entretanto, o placar final foi de 2 a 1 para a Noruega, com Haaland convertendo os dois gols da equipe europeia, diferente do que havia sido informado antecipadamente pela IA da corretora.
O volume de apostas no mercado de previsões da corretora chamou atenção. Dados disponíveis revelaram que aproximadamente 167 milhões de dólares foram apostados no confronto entre brasileiros e noruegueses. Em determinado momento, o valor total de posições em aberto ultrapassou a marca de 100 milhões de dólares. Antes do início da partida, as chances da Noruega vencer eram calculadas em apenas 30%.
Vale ressaltar que o uso de inteligência artificial pela Coinbase já havia sido destacado pelo próprio CEO da empresa. Em setembro de 2025, Armstrong revelou que cerca de 40% do código utilizado pela companhia já era gerado por sistemas de IA.
Fonte: Livecoins
