A empresa iFixit, reconhecida por desmontar completamente diversos produtos e dispositivos tecnológicos, realizou a desmontagem completa do mais recente smartphone top de linha da Apple. O objetivo principal foi compreender como todos os componentes internos se encaixam e identificar formas de reparar qualquer peça que possa apresentar defeitos.
Na publicação e no vídeo de desmontagem, a equipe da iFixit revelou os bastidores do processo de abertura do aparelho e alertou sobre os pontos que os usuários devem ficar atentos caso precisem realizar reparos futuramente. O dispositivo recebeu uma nota de reparabilidade de 7 em 10, destacando a facilidade na remoção do conjunto de câmera e da bateria.
Esta avaliação é idêntica à concedida ao modelo anterior da linha, o iPhone 17 Pro em 2025. No entanto, isso não significa que o processo de conserto seja simples. O calcanhar de Aquiles do novo aparelho parece ser uma inovação: uma lente com abertura variável na câmera principal de 48 megapixels. Trata-se da primeira vez que a Apple implementa esse recurso em um iPhone, embora outros smartphones já possuam tecnologia semelhante.
O sistema utiliza seis lâminas rotativas ultrafinas para permitir diferentes aberturas durante a captura de fotos e vídeos. A complexidade está no fato de que a Apple está introduzindo peças móveis, o que significa maior probabilidade de necessidade de reparos. Devido ao tamanho reduzido e à precisão do posicionamento das lâminas, a iFixit considerou praticamente impossível a troca individual dessas peças. Caso a câmera apresente algum defeito, provavelmente será necessário substituir todo o módulo.
Outra questão delicada envolve a bateria do aparelho. Para acessá-la, é necessário primeiro descolar a tela, que vem colada ao corpo do dispositivo. Ainda assim, uma vez removida a tela, a bateria não está fixada com adesivo, mas sim com parafusos, facilitando sua extração.
No geral, o iPhone 18 Pro apresenta um nível de dificuldade para reparos semelhante ao dos últimos anos, ou seja, não é um conserto totalmente simples, mas possui melhorias concretas em relação a modelos mais antigos. Essa evolução ocorre após um longo período de conflitos entre a Apple e os defensores do direito de reparar equipamentos, o que tornou a empresa alvo de legislações europeias que exigem produtos mais fáceis de consertar.
A gigante tecnológica lançou um programa de autorreparo em 2021, que teve início turbulento, pois a empresa restringiu ou dificultou o acesso a determinadas ferramentas. Após pressões de legisladores de estados americanos, a Apple facilitou levemente o processo e criou um assistente de reparo para orientar os usuários. Mesmo assim, ainda neste ano, o grupo de defesa dos consumidores PIRG concedeu ao iPhone 17 uma nota D menos para reparabilidade.
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