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Modelos chineses gratuitos de inteligência artificial igualam ferramentas de hacking mais avançadas em testes

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Uma pesquisa conduzida pela empresa Vals revelou que modelos de inteligência artificial de código aberto desenvolvidos na China alcançaram níveis impressionantes de capacidade para invadir redes de computadores, aproximando-se significativamente das ferramentas proprietárias mais sofisticadas disponíveis no mercado.

O estudo colocou diferentes sistemas de inteligência artificial para realizar tarefas complexas de invasão em redes corporativas simuladas. Os pesquisadores criaram dois cenários: o primeiro envolvia uma rede empresarial acessível através de um site público, enquanto o segundo exigia que a inteligência artificial comprometesse uma primeira rede para conseguir acesso a uma segunda.

Os resultados demonstraram que o modelo Daybreak, desenvolvido pela OpenAI e disponibilizado apenas para parceiros confiáveis, foi o mais eficiente, cumprindo 81 por cento das tarefas propostas em testes realizados em duplicata. Contudo, o modelo DeepSeek, de origem chinesa e disponível gratuitamente para download, alcançou 73 por cento de sucesso médio, mantendo desempenho equivalente em determinadas missões.

A pesquisa também evidenciou uma diferença substancial nos custos operacionais. Enquanto a execução de um ataque pelo modelo GPT-6-Sol custava entre 17 e 46 dólares em tokens de processamento, o DeepSeek realizava operações semelhantes por apenas 2 a 3 dólares, tornando as ferramentas de código aberto consideravelmente mais acessíveis economicamente.

Nikil Ravi, pesquisador da Vals, comentou que os principais modelos de inteligência artificial, anteriormente restritos aos laboratórios e disponíveis apenas por meio de programas de acesso controlado, começam a ser igualados por versões abertas que qualquer pessoa pode obter. Essa realidade coloca em xeque os esforços recentes das empresas líderes para limitar a distribuição de suas ferramentas mais poderosas.

Especialistas em segurança cibernética alertam que a democratização dessas capacidades representa uma mudança significativa no cenário de ameaças digitais. Alex Zenla, fundador da empresa de segurança em nuvem Edera, afirmou que modelos de código aberto já são capazes de produzir ataques sofisticados e identificar vulnerabilidades, embora acredite que laboratórios fechados provavelmente possuem modelos não lançados com capacidades ainda superiores.

Apesar da preocupação com o potencial malicioso dessas ferramentas, observações práticas indicam que invasores reais ainda utilizam principalmente modelos mais antigos e menos avançados em suas operações, sugerindo que a transição para ferramentas mais poderosas pode levar mais tempo do que os especialistas antecipavam.

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