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Morte de pesquisadora na Rússia reacende debates sobre risco de peste, mas especialistas minimizam ameaça

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Uma morte misteriosa de uma mulher na Rússia após um acidente em laboratório reacendeu os receios sobre um possível surto de peste. A jovem pesquisadora, que trabalhava no Instituto Anti-Peste de Irkutsk, na Sibéria, faleceu em decorrência de uma pneumonia grave de origem desconhecida. De acordo com relatos, ela teria quebrado um tubo de ensaio durante suas atividades profissionais. O hospital que a atendeu antes do óbito foi imediatamente posto em quarantena, enquanto seus colegas de trabalho foram isolados pelas autoridades sanitárias.

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos informou nesta terça-feira que não há indícios de uma ameaça mais ampla ao país. A Organização Mundial da Saúde, por sua vez, declarou que, com base nas informações disponíveis no momento, o risco para a saúde pública mundial permanece muito baixo. Christian Lindmeier, porta-voz da OMS, revelou que a organização está em contato direto com as autoridades russas para acompanhar a situação.

A peste é causada pela bactéria Yersinia pestis, encontrada em roedores silvestres e suas pulgas em diversas regiões do planeta. A forma pneumônica da doença ocorre quando uma pessoa inhala gotículas infecciosas contendo a bactéria e pode, teoricamente, se propagar de pessoa para pessoa por meio de secreções respiratórias durante contato próximo. Contudo, a transmissão entre humanos é extremamente rara, tendo sido registrada pela última vez em 1924, em Los Angeles. Em julho de 2025, um homem no Arizona morreu após contrair a forma pneumônica da doença ao ter contato com gatos infectados.

Segundo especialistas ouvidos pela imprensa internacional, os antibióticos disponíveis atualmente são eficazes no tratamento da peste, desde que a medicação seja iniciada rapidamente após a suspeita da infecção. O médico infectologista Rutul Dalal, do Penn State Health St. Joseph Medical Center, afirmou que está confiante de que a doença poderia ser facilmente contida caso a pesquisadora russsa tenha de fato falecido em decorrência da peste. A localização remota da Sibéria também é apontada como um fator que naturalmente limita a possibilidade de propagação.

As autoridades russas informaram que os exames realizados não detectaram microrganismos associados às atividades profissionais da paciente. Mesmo assim, os países vizinhos à Rússia, incluindo Cazaquistão, Quirguistão, Uzbequistão e Tadjiquistão, implementaram protocolos de quarantena como medida preventiva. Os Estados Unidos disseram continuar trabalhando junto ao governo russo para obter mais informações sobre o caso.

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