A plataforma de streaming Netflix causou polêmica ao utilizar tecnologia de inteligência artificial para recriar a voz do falecido ator Gene Wilder em um upcoming reality show sem roteiro. O programa é inspirado no clássico livro "Charlie e a Fábrica de Chocolate", de Roald Dahl.
A gigante do entretenimento colaborou com a empresa ElevenLabs para desenvolver uma versão digital da voz de Wilder, que interpretou o icônico personagem Willy Wonka na adaptação cinematográfica de 1971. O reality show trará desafios inspirados tanto no livro quanto no filme, e a voz gerada por inteligência artificial será utilizada na narração do programa.
A recriação foi realizada em parceria com o espólio do ator e contou com a aprovação de sua esposa, Karen Wilder. Embora esse seja um passo considerado mínimo em termos de ética ao reproduzir a voz de um artista falecido, a ação levantou questionamentos sobre os limites do uso de inteligência artificial no entretenimento.
A voz sintética de Wilder pode ser ouvida no trailer oficial do programa, e impressiona pela semelhança com a atuação original do ator como o excêntrico dono da fábrica de chocolates. No entanto, muitos espectadores relataram sentir um certo desconforto ao ouvir a voz familiar narrando imagens de cenários que parecem ser meras tentativas corporativas de recriar a magia do filme clássico.
A interpretação de Wilder como Willy Wonka permanece como uma das mais icônicas da história do cinema, embora o ator também seja lembrado por suas numerosas colaborações com o diretor Mel Brooks. O personagem, originalmente criado por Dahl, já foi interpretado por diversos outros atores ao longo das décadas.
Críticos apontam que a decisão de utilizar inteligência artificial para recriar a voz de um ator falecido pode ser vista mais como uma estratégia de marketing para chamar atenção do que como uma homenagem genuína. Além disso, surge a questão de se tratar de uma forma de evitar a contratação de atores reais para realizar um trabalho semelhante.
