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Operação Criptoabate: polícia desarticula rede de golpes com falsa plataforma de investimentos em criptomoedas

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Polícia encontrou quadros decorativos sobre dinheiro e criptomoedas durante o cumprimento da operação. Imagem: Reprodução. — Fonte: Livecoins
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A Polícia Civil desencadeou nesta quinta-feira a Operação Criptoabate para desarticular um esquema de fraudes que prometia altos retornos com investimentos em moedas digitais. As investigações tiveram início depois que uma aposentada de 70 anos do Rio Grande do Sul perdeu mais de R$ 37 milhões ao longo de seis meses, entre agosto de 2024 e janeiro de 2025. A suspeita é que o grupo tenha feito cerca de 140 vítimas em todo o país.

No método conhecido como "abate de porco", os criminosos primeiramente conquistavam a confiança dos investidores, permitindo pequenos saques para que acreditassem na rentabilidade. Depois, transferiam as vítimas para grupos falsos em aplicativos de mensagem, onde perfis fictícios simulavam uma plataforma legítima. Os saldos exibidos eram totalmente fictícios, e quando os clientes tentavam retirar seus recursos, os saques eram bloqueados e novos depósitos eram exigidos como supostas taxas ou impostos.

A investigação revelou que os suspeitos incluíam donos de três instituições financeiras especializadas na conversão de reais para criptomoedas e dois estrangeiros. Um gerente de um grande banco nacional também foi apontado por suspeita de facilitar a abertura de contas para o grupo. Durante o cumprimento dos mandatos, a polícia encontrou quadros decorativos com imagens de dinheiro e moedas digitais nos locais vistoriados.

A falsa plataforma foi identificada como TDASX, que deixou de operar logo após o início das diligências. Na página Reclame Aqui, a TDASX concentra 246 reclamações, sendo 225 delas registradas em 2024, período de maior atividade do golpe. Em 2025, um advogado enviou um alerta ao Livecoins sobre o aumento de falsas corretoras de criptomoedas no Brasil, citando a TDASX como uma das suspeitas.

Ao todo, foram cumpridos 10 mandatos de prisão preventiva e 16 mandatos de busca e apreensão contra 18 suspeitos. As autoridades destacam que o esquema é uma variante dos golpes popularizados no Sudeste Asiático, que já motivaram ações de fiscalização nos Estados Unidos e na China.

Fonte: Livecoins

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