A empresa de telecomunicações Elisa anunciou nesta quarta-feira que vai encerrar definitivamente suas operações de rede móvel de segunda geração na Estônia no ano de 2028. A decisão marca o fim de uma infraestrutura que permaneceu ativa por mais de três décadas, refletindo a transformação completa do setor de telefonia móvel no país europeu.
A companhia revelou que direcionará seus investimentos para a expansão e aprimoramento das redes de quarta e quinta geração. Segundo a Elisa, a tecnologia de segunda geração é considerada "obsoleta" e as frequências utilizadas serão realocadas para o desenvolvimento de redes mais modernas, seguras e com maior eficiência energética.
O prolongado ciclo de vida da segunda geração, que superou inclusive o da terceira geração, deve-se principalmente à persistência de dispositivos conectados à internet das coisas que ainda dependem dessa tecnologia. Entre eles estão sistemas de alarme e segurança, medidores inteligentes de eletricidade e água, terminais de pagamento eletrônico e equipamentos de automação industrial e predial.
Em entrevista, o diretor de tecnologia da Elisa, Toomas Polli, comentou que a segunda geração foi criada numa época em que a função principal de um telefone móvel era realizar chamadas e enviar mensagens de texto. "Hoje, o papel das redes de comunicação e os requisitos exigidos mudaram completamente. As redes de quarta e quinta geração permitem comunicações mais seguras, confiáveis e eficientes, além de utilizarem os recursos de frequência de forma muito mais inteligente", explicou Polli.
A operadora esclareceu que o desligamento da rede não deve impactar um número significativo de clientes, embora esteja identificando os usuários que ainda utilizam dispositivos exclusivamente compatíveis com a segunda geração.
A decisão da Elisa está inserida em uma tendência global do setor de telecomunicações. A britânica Virgin Media O2 planeja desativar o serviço a partir de 2029, enquanto a concorrente VodafoneThree pretende fazer o mesmo no ano seguinte. Nos Estados Unidos, a T-Mobile já concluiu a transição durante o verão do hemisfério norte.
Fonte: DCD