A OranjeBTC S.A. Educação e Investimento (B3: OBTC3) celebrou um marco histórico no mercado de capitais brasileiro ao garantir uma injeção de capital de R$ 210 milhões junto à Itaú Asset Management Ltda. A operação, realizada em ambiente privado na quinta-feira (30), representa a primeira ação de crédito estruturada com lastro direto em Bitcoin no país, consolidando a posição da empresa como pioneira na criação de novas arquiteturas de captação no território nacional.
A diretoria da OranjeBTC aprovou a terceira emissão de debêntures simples, divididas em duas séries distintas. O acordo foi fechado sem oferta ao público em geral, respeitando as regras aplicáveis às alocações de capital de entes institucionais de via restrita. O vencimento do compromisso financeiro está programado para o ano de 2031, com quitação unificada prevista para o terceiro dia útil de janeiro daquele ano.
O valor total da dívida foi dividido entre as duas etapas da emissão de papéis no mercado. A primeira série soma R$ 130 milhões, enquanto a segunda concentra R$ 80 milhões, ambas condicionadas à validação de requisitos específicos. Os recursos captados servirão para reforçar a estratégia de tesouraria da compañía de capital aberto, permitindo a otimização de sua estrutura institucional e a aquisição de mais unidades do criptoativo.
A remuneração da dívida acompanha a variação do indicador financeiro atrelado à taxa de juros do país. O cálculo embute o rendimento integral da variação acumulada do CDI com um acréscimo de 1,85% ao ano. Quanto à correção monetária do valor principal, a taxa de venda de dólares calculada pelo Banco Central do Brasil (BCB) ditará a atualização dos montantes em moeda fiduciária, utilizando o sistema governamental PTAX como base desde a data de liquidação do negócio.
Uma das características mais inovadoras desta operação é a exigência do uso de Bitcoin como garantia de pagamento ao credor. A ausência de ofertas ao público aberto dispensa os trâmites de registros em associações ou entidades financeiras. A liberação do dinheiro atrelado ao fundo requer, contudo, a verificação formal do repasse das garantias em criptomoedas. O documento oficial da transação foi assinado por Guilherme Amado Cerqueira Gomes, diretor de relações com investidores da marca educacional, com dispensa de registro na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
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