A Home Broker, plataforma voltada para aplicações em opções binárias, tornou-se alvo de seguidas manifestações negativas por parte de usuários insatisfeitos. Somente nos últimos doze meses, o serviço acumula 367 queixas registradas no portal Reclame Aqui, o que representa aproximadamente uma reclamação a cada vinte e quatro horas. O volume total de manifestações contra a empresa ultrapassa a marca de mil registros.
Entre as principais denúncias apresentadas pelos clientes, destacam-se relatos de atendimento inexistente, obstáculos para movimentação de valores, perdas de valores depositados e impedimentos no acesso às contas. A companhia permanece sem responder às manifestações dos consumidores há cerca de três meses. Nas poucas reações anteriores, o suporte sustenta seus argumentos nos Termos e Condições do serviço, especialmente no trecho que trata da "Utilização Inadequada da Plataforma".
Em informações disponibilizadas em seu próprio endereço eletrônico, a Home Broker reconhece publicamente não dispor de autorização para atender investidores nacionais. A empresa esclarece que não possui licença da Comissão de Valores Mobiliários para distribuir títulos mobiliários a pessoas residentes ou estabelecidas no Brasil. "Nenhum elemento deste website deve ser interpretado como proposta de prestação de serviços direcionados a esses investidores", afirma o texto.
Curiosamente, apesar de admitir não estar habilitada a operar no mercado brasileiro, dados compilados pelo Similarweb revelam que a totalidade do acesso à plataforma originates do Brasil. A companhia promove mais de oitenta ativos para negociação, englobando papéis de empresas e moedas digitais como o Bitcoin.
As queixas mais recentes no Reclame Aqui evidenciam dificuldades recorrentes com saques e suspensão de acessos. Um investidor identificado como Carlos informou estar intentando retirar três mil reais da plataforma desde o início de maio, sem que a empresa cumprisse o prazo de três dias úteis prometido para análise do requerimento. Após aproximadamente três semanas, o cliente recebeu bloqueio permanente da conta, sob a alegação de "emprego de procedimentos não autorizados".
Outro usuário publicou experiência semelhante, afirmando ter perdido o acesso à sua conta sem justificativa e enfrentando a retenção de um saldo significativo. Conforme relatado, aproximadamente dez mil reais em saques ficaram pendentes de conclusão. Um terceiro investidor indicou que permaneceu mais de um mês intentando resgatar seus recursos, sem obter resposta aos contatos realizados por correio eletrônico ou aplicativo de mensagens após o impedimento.
Há ainda denúncias de falhas no sistema de confirmação de identidade, o que impossibilitaria a transferência dos valores. A plataforma teria aceitado depósitos sem executar os procedimentos de verificação necessários. A situação reforça os alertas sobre os perigos de investir em plataformas que não possuem regulamentação adequada no território nacional.
Fonte: Livecoins

