A plataforma Plex, que ganhou popularidade ao permitir que usuários compartilhem filmes de suas próprias coleções, está diversificando seus negócios e agora também facilita a compra de ingressos para cinemas. A empresa anunciou uma parceria estratégica com a Fandango, gigante do setor de bilheteria desde 2000, com o objetivo de monetizar suas ferramentas de descoberta de conteúdo e ampliar sua atuação além do tradicional software de servidor de mídia.
A partir de agora, usuários da Plex nos Estados Unidos encontrarão uma opção de compra de ingressos da Fandango nas páginas de títulos de filmes que estão em cartaz nos cinemas. Ao clicar nesse recurso, os usuários serão redirecionados para a plataforma da Fandango, onde poderão consultar os horários das sessões e finalizar a compra dos bilhetes. A integração também conta com ferramentas de rastreamento da empresa Kochava, o que permitirá que estúdios de cinema e anunciantes acompanhem com maior precisão como suas campanhas publicitárias e estratégias de engajamento com o público se convertem em vendas efetivas de ingressos.
A Fandango afirma que comercializa ingressos para aproximadamente 31.000 telas de cinema espalhadas pelos Estados Unidos. Por meio desse acordo, a empresa poderá utilizar os dados gerados pelo serviço de streaming da Plex, que segundo a companhia é usado por pessoas que realizam mais de 100 milhões de decisões de streaming por mês. As informações incluem classificações e dados de visualização em diferentes plataformas, oferecendo o que o comunicado chamou de "visão sobre a intenção do público" em relação aos filmes.
Essa movimentação representa uma mudança significativa na estratégia da Plex, que busca novas fontes de receita aproveitando o vasto volume de dados sobre preferências cinematográficas de seus usuários. Para a Fandango, a parceria representa uma oportunidade de alcançar consumidores que já demonstram interesse em determinados filmes através de suas atividades de streaming, tornando o processo de venda de ingressos mais direto e personalizado.
Fonte: Ars Technica