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Polícia britânica desmascara grupo que furtou milhões em criptomoedas usando identidade falsa de agentes

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Polícia Metropolitana de Londres — Fonte: Livecoins
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A Scotland Yard anunciou nesta quinta-feira (16) a condenação de três indivíduos que enganavam investidores em criptomoedas se fazendo passar por membros das forças de segurança. O prejuízo causado às vítimas ultrapassa £ 4 milhões, equivalentes a aproximadamente R$ 27,4 milhões, distribuídos em apenas oito ocorrências registradas.

As investigações conduzidas pela Polícia Metropolitana de Londres demonstram que os criminosos utilizavam o capital subtraído para manter um padrão de vida extremante luxuoso. Entre os gastos identificados, destacam-se a aquisição de um veículo avaliado em £ 60 mil, quantia de aproximadamente R$ 411 mil, além de £ 500 mil mantidos em espécie dentro de um cofre localizado em Dubai. Os condenados também realizavam viagens para destinos como Tailândia, Japão, Paris, Mykonos, Maldivas e Seychelles, além de purchases constantes em estabelecimentos de alto padrão como Harrods, Hermès e Louis Vuitton.

Um cenário similar ocorreu recentemente no Brasil. No início deste mês, dois suspeitos que se passaram por agentes da Polícia Civil sequestraram um influenciador digital em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, forçando a transferência de R$ 750 mil em moedas digitais.

Diferentemente do caso brasileiro, a organização criminosa atuante no Reino Unido entrava em contato com suas vítimas por meio de ligações telefônicas. Os impostores alertavam os investidores sobre supostos riscos às suas carteiras de criptomoedas, criando uma sensação de urgência que prejudicava o pensamento racional das pessoas. Além disso, mantinham portais na internet que replicavam fielmente o design das páginas oficiais das autoridades policiais.

O esquema foi revelado após as vítimas buscarem ajuda policial em janeiro de 2025. Os investigadores examinaram extensivamente transações de criptomoedas, registros bancários, informações de corretoras de ativos digitais e dados de provedores de internet. A partir dessas evidências, foi possível identificar os suspeitos por seus codinomes, números de telefone, endereços eletrônicos e padrões de consumo, revelando conexões entre crimes que inicialmente pareciam isolados.

Geoff Donoghue, detetive-inspetor da Unidade de Criptomoedas da Polícia Metropolitana, afirmou que a operação foi extremamente complexa. "Rastreamos meticulosamente milhões de libras, combinando diversas técnicas investigativas para desarticular uma rede criminosa significativa. Os criminosos precisam entender que a investigação policial evolui junto com a tecnologia. Possuímos capacidade para localizar e apreender ativos de alto valor e faremos tudo para identificar os responsáveis por esses golpes e levá-los à justiça."

Os três condenados foram identificados como Hamza Bashir, de 23 anos, Kevin Nwamma, de 25 anos, e Anthony Ikenwe, de 29 anos. As acusações formais incluem conspiração para fraude e lavagem de dinheiro. Inicialmente, Bashir negou qualquer participação e seguiu a julgamento, porém, no oitavo dia do processo, após a apresentação de um robusto conjunto de provas pelas autoridades, alterou seu depoimento para reconhecimento de culpa.

As autoridades apreenderam diversos equipamentos eletrônicos, incluindo 40 aparelhos celulares, itens de luxo e carteiras de criptomoedas. Do total de £ 4 milhões desviados das vítimas, as forças de segurança britânicas conseguiram recuperar £ 1 milhão.

Curiosamente, um dos condenados declarava aos órgãos competentes uma renda mensal de apenas £ 444, valor incompatível com o trenó de gastos mantido.

Este caso evidencia a capacidade das autoridades em rastrear transações de criptomoedas, facilitando o trabalho investigativo. Entretanto, uma vez que boa parte do dinheiro foi consumida pelos criminosos, as vítimas deberán arcar com parte significativa do prejuízo.

Fonte: Livecoins

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