É uma realidade lamentável: nunca há tempo suficiente para acompanhar todas as histórias científicas interessantes que surgem a cada semana. Por isso, periodicamente, reunimos uma seleção de pesquisas curiosas que por pouco não ganharam destaque. A lista de julho traz uma barata ciborgue vestida com um minúsculo traje de mergulho para atravessar terrenos alagados, a confirmação de que um duque da família Médici faleceu em decorrência de malária e não de envenenamento, além da melhor evidência já obtida de que a estrela Betelgeuse é orbitada por uma estrela companheira. Também há indícios de que algumas princesas do antigo Egito dominavam o arco e a flecha com habilidade notável.
Um dos casos mais impressionantes envolve a reanálise dos restos mortais de um menino sacrificado pelos incas. Sabe-se que essa civilização realizava um ritual chamado Capachoca, no qual crianças eram oferecidas às montanhas e acreditava-se que se transformavam em seres divinos, funcionando como intermediárias entre os humanos e as divindades. Os sacrifícios geralmente ocorriam em locais remotos, após longas peregrinações, e relatos coloniais descrevem métodos como estrangulamento, asfixia e traumatismo contuso como os mais frequentes.
Pesquisadores reexaminaram os ossos de uma das vítimas e concluíram que o garoto morreu em razão de um forte traumatismo contuso, e não de hipotermia, como se acreditava anteriormente. O estudo, publicado em um periódico científico de grande relevância, traz novas perspectivas sobre os rituais da sociedade inca e sobre as condições envolvidas nesses sacrifícios cerimoniais.
Fonte: Ars Technica
