A Trust Wallet anunciou na terça-feira (18) a retirada definitiva do suporte a 25 redes de criptomoedas, uma mudança que entrará em vigor no dia 15 de setembro de 2026 com o objetivo de aumentar a eficiência técnica do sistema. A partir dessa data, a exibição automática dessas plataformas e de seus ativos será desativada na interface do aplicativo, obrigando os investidores a registrarem manualmente as informações de conexão para movimentar seus saldos.
Entre as redes afetadas estão Polygon zkEVM, Moonbeam, Nano, Decred, Conflux, IoTeX, MultiversX, Agoric, Aurora e Boba, além de Evmos, Nebulas e Stargaze, que já haviam sido encerradas anteriormente em seus respectivos ambientes comunitários.
Para acessar os valores depositados nessas redes, os usuários deverão adicionar cada rede de forma individual, inserindo os parâmetros RPC correspondentes. A plataforma Chainlist oferece um catálogo de dados verificados que pode ser utilizado como fonte segura para obter essas informações. Após a configuração, o saldo voltará a aparecer no painel da carteira, permitindo envio, recebimento ou consulta de quantias.
A Trust Wallet opera em regime de autocustódia, o que significa que as chaves privadas e as frases de recuperação garantem ao titular o controle exclusivo sobre seus ativos. Portanto, os usuários continuam sendo os únicos responsáveis pela posse dos recursos após o prazo estabelecido.
A exclusão da rede FIO também provocará o encerramento do recurso de identificação conhecido como Trust Handle. A partir de 15 de setembro, não será mais possível renovar, criar ou utilizar esses endereços simplificados pelo aplicativo. A empresa recomenda que os investidores usem diretamente os endereços públicos das carteiras para qualquer transação. Vale ressaltar que a propriedade dos nomes permanece registrada de forma permanente na infraestrutura da rede de origem.
A equipe oficial da Trust Wallet alertou que nenhum membro solicita frases de segurança, senhas ou informações confidenciais aos clientes. Golpistas podem aproveitar o período de transição para criar falsos canais de suporte e tentar roubar credenciais. A empresa reforça que qualquer mensagem que peça transferência de fundos sob a justificativa de atualização do sistema deve ser tratada como tentativa de fraude.
Não é necessário transferir saldos para outras carteiras por causa da descontinuação dessas redes. Quem não possui saldo nas 25 redes afetadas não precisa realizar qualquer intervenção técnica ou ajuste no dispositivo. O aplicativo manterá o funcionamento regular e sem restrições para todas as demais dezenas de redes suportadas.
A verificação prévia dos dados técnicos é indispensável antes de importar redes personalizadas no celular. Esse cuidado protege o patrimônio dos investidores e evita falhas operacionais durante o novo período de funcionamento da carteira.
Fonte: Livecoins

