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85% do Bitcoin da Binance está exposto ao risco quântico, revela estudo da Glassnode

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Um levantamento recente da Glassnode revela que até 85% de todo o Bitcoin mantido em carteiras associadas à Binance estão expostos ao chamado risco quântico "em repouso". A análise abrangente sobre a exposição das principais exchanges globais mostra que a distribuição desse risco não é uniforme entre os custodiantes, dependendo diretamente da forma como cada entidade administra suas carteiras, endereços e chaves.

Entendendo o risco quântico na blockchain

A metodologia utilizada pela Glassnode parte de uma pergunta fundamental: a chave pública necessária para gastar determinado Bitcoin já está visível on-chain? Com a criptografia atual, conhecer uma chave pública não permite derivar a chave privada utilizando computadores tradicionais. No entanto, a preocupação surge em um cenário futuro onde computadores quânticos suficientemente avançados possam quebrar essa barreira matemática, permitindo que uma chave privada seja inferida a partir de uma chave pública exposta.

A exposição nas principais exchanges

Entre as maiores plataformas analisadas, a Bitfinex apresenta 100% dos saldos rotulados como expostos dentro da metodologia, seguindo o mesmo padrão da Crypto.com, Gemini e Coincheck. Em contrapartida, a Coinbase se destaca com apenas 5% dos saldos identificados em estruturas consideradas expostas. A Binance ocupa uma posição intermediária com 85% de exposição, um número que chama atenção especialmente por se tratar da maior exchange de criptomoedas do mundo.

Exposição operacional versus risco imediato

É fundamental destacar que estar exposto não significa que a exchange esteja sob risco imediato de ataque, nem funciona como indicador de solvência ou segurança operacional. No caso das exchanges, a exposição é classificada principalmente como "operacional", ou seja, não decorre necessariamente do desenho original do Bitcoin, mas de práticas como reutilização de endereços, gastos parciais e modelos de custódia que acabam revelando chaves públicas enquanto ainda há moedas associadas ao mesmo endereço ou estrutura.

O impacto nas reservas das exchanges

A Glassnode estima que 1,66 milhão de BTC ligados a exchanges estejam no grupo de exposição operacional, o equivalente a 8,3% de toda a oferta de Bitcoin já emitida e a cerca de 40% de todos os bitcoins classificados como operacionalmente expostos. Esse número ganha relevância ao comparar com a exposição de outras entidades: aproximadamente metade dos bitcoins mantidos por exchanges rotuladas cai na categoria suscetível, contra menos de 30% da oferta fora dessas plataformas.

Outras entidades e o panorama geral

Além das exchanges, o estudo identificou diferenças significativas em outras entidades conhecidas. Fidelity e Cash App aparecem com exposição próxima de 2%, enquanto a Grayscale apresenta cerca de 50%. Robinhood e WisdomTree aparecem com 100% dos saldos rotulados como expostos. Em contraste, tesourarias soberanas como Estados Unidos, Reino Unido e El Salvador aparecem com 0% de exposição quântica operacional, demonstrando práticas de custódia mais conservadoras.

Números globais do risco quântico

No agregado, a Glassnode calcula que 6,04 milhões de BTC, ou 30,2% de toda a oferta emitida, estejam expostos ao risco quântico em repouso. O restante, 13,99 milhões de BTC, ou 69,8% da oferta, não apresenta exposição de chave pública enquanto permanece parado nos endereços atuais. Isso representa aproximadamente um terço de todo o Bitcoin em circulação vulnerável sob essa perspectiva.

O que os dados significam e as recomendações

A Glassnode faz uma ressalva crucial: os dados não devem ser interpretados como um ranking imediato de risco, uma avaliação da segurança de cada exchange ou um sinal sobre a saúde financeira de qualquer custodiante. O estudo mede apenas a "pegada" observável na blockchain deixada por diferentes modelos de custódia, indicando onde as chaves públicas já estão expostas hoje, não a probabilidade de um ataque quântico ocorrer.

Ainda assim, a exposição das exchanges permanece relevante porque, ao contrário de bitcoins antigos possivelmente perdidos ou inativos, os saldos mantidos por plataformas tendem a ser mais fáceis de migrar. A empresa afirma que esse tipo de risco pode ser reduzido com medidas práticas, como evitar reutilização de endereços, rotacionar outputs de troco, melhorar a gestão de reservas e planejar a migração de carteiras para estruturas com menor exposição pública. A preparação contra risco quântico, segundo a Glassnode, não se resume a discussões sobre mudanças futuras no protocolo do Bitcoin, mas também envolve a adoção de práticas atuais de custódia mais seguras.

Fonte: https://portaldobitcoin.uol.com.br

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