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ETFs de Bitcoin registram maior saída semanal do ano e bitcoin cai para mínima de dois meses

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Henrique HK
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O mercado de criptomoedas viveu uma semana de intensa volatilidade nos Estados Unidos, com os ETFs de Bitcoin amargando a maior saída de capital do ano. Os fundos negociados em bolsa registraram retirada de US$ 1,25 bilhão em apenas sete dias, revertendo completamente o otimismo que havia marcado o início de maio. O Bitcoin, por sua vez, caiu para abaixo dos US$ 75.000 pela primeira vez desde 20 de abril, mostrando a crescente preocupação dos investidores com o cenário macroeconômico.

Fluxos dos ETFs revertem otimismo do início de maio

A primeira semana de maio havia sido promissora para os fundos de Bitcoin. Os ETFs acumularam US$ 1,68 bilhão em entradas, renovando a expectativa de recuperação do mercado após um período de resultados positivos em março e abril. Contudo, o cenário mudou radicalmente nas semanas seguintes, com os fluxos se tornando negativos e apagando todo o ganho acumulado no mês.

Com as saídas da última semana, maio termina com US$ 1 bilhão em vendas liquidadas. O damage foi distribuído entre os principais gestores, com destaque para o ETF da BlackRock, que respondeu por US$ 608,1 milhões em retiradas. O FBTC da Fidelity veio em seguida, com US$ 151,1 milhões em outflows. O único fundo a registrar movimento positivo foi o MSBT do Morgan Stanley, mas seu volume de apenas US$ 1,1 milhão foi irrelevante para o quadro geral.

Bitcoin testa suporte e liquida mais de 150 mil traders

O Bitcoin fechou a semana cotado a US$ 74.850, representando uma queda de 3% nas últimas 24 horas. Na madrugada deste sábado, a criptomoeda chegou a operar abaixo dos US$ 75.000 pela primeira vez em dois meses, testando níveis de suporte importantes. O Ethereum também chamou atenção ao se aproximar novamente dos US$ 2.000.

A queda acentuada provocou uma onda de liquidações no mercado de futuros. De acordo com dados da CoinGlass, 157.375 traders foram liquidados em apenas 24 horas, totalizando perdas de US$ 934,88 milhões. A maior liquidação individual ocorreu na Bitget, no par BTC/USDT, no valor de US$ 32,43 milhões. A maioria das posições liquidadas era de longs, indicando que apostadores comprados foram pegos de surpresa pela volatilidade.

Fed e inflação pressionam ativos de risco

Por trás da correção no mercado de criptomoedas, estão as preocupações com a política monetária americana e o risco inflacionário global. A disparada do petróleo tem alarmado analistas, que temem um efeito cascata nos preços de bens e serviços. Essa perspectiva tem influenciado diretamente as expectativas sobre as próximas decisões do Federal Reserve.

Segundo a ferramenta CME FedWatch, o mercado estima uma probabilidade de 34,4% de que o Fed eleve os juros em 0,25 ponto percentual já na reunião de setembro de 2026. Além disso, investidores monitoram atentamente os rendimentos dos títulos do Tesouro americano, especialmente os de dois e dez anos, que podem atrair capital dos ativos de risco. Os yields de dois anos alcançaram seu maior nível desde fevereiro, ampliando a competitividade dos títulos diante das criptomoedas.

Apesar do momento desafiador, analistas apontam que a correção também pode representar uma oportunidade para investidores de longo prazo. O medo tem predominado no mercado, conforme indicam os indicadores de sentiment, mas fases de volatilidade extrema historically antecederam recuperação.

Fonte: https://livecoins.com.br

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